Polícia encerra buscas por Kauan e deve indiciar professor por estupro e morte

Jackson Nogueira

Após cinco dias, a busca pelo corpo de Kauan Andrade Soares dos Santos, 9 anos, no rio Anhanduí foram suspensas e a Polícia Civil encerrou um dos inquéritos contra o suspeito da morte da criança. Desde sexta-feira (dia 21), equipes do Corpo de Bombeiros percorreram 20 quilômetros do curso de água, com verificação das margens e mergulhos.

Professor nega ,mas há provas suficientes da autoria, segundo a Polícia

De acordo com o delegado da Depca (Delegacia Especializada de Atendimento a Criança e ao Adolescente), Paulo Sérgio Lauretto, o professor Deivid Almeida Lopes de 38 anos, principal suspeito pela morte de Kauan, deve ser indiciado pelos três crimes, mesmo negando. “Temos indícios suficientes para a culpa dele, por mais que ele negue os crimes”, disse.

Lauretto ainda disse que mais oito vítimas do professor foram identificadas e já prestaram depoimento. As vítimas, todos meninos, tinham idade entre 9 e 12 anos, e segundo o delegado moravam na região.

O suspeito de violentar e matar a criança nega a denúncia. Ele foi preso na sexta-feira e o delegado informa que encerrou o inquérito pelo crime de estupro de vulnerável, com base em imagens apreendidas em celulares e computador, além de depoimentos. Mas prossegue a investigação por homicídio.

Caso
Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.

Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa do pedófilo. A criança teria falecido enquanto era violentada.

Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e ‘desovaram’ no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.

O pedófilo suspeito de matar Kauan nega as acusações, mas de acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o depoimento do adolescente e os fatos já confirmados pela perícia, na casa do revendedor de celulares, não deixam dúvidas da autoria.

Comentários

comentários