Polícia diz que motorista ficou 40 horas sem dormir e inventou assalto

O motorista de uma carreta que caiu com o veículo no Rio São Domingos, ponte na MS-157, em Itaporã, nesta sexta-feira (03), desmentiu que o fato havia sido motivado por um assalto no qual ficou como refém, conforme divulgado pela polícia e informado anteriormente.

Ele confessou que inventou a situação, a qual imaginou quando estava “alucinado”.

De acordo com o delegado do SIG (Serviço de Investigação Geral) Rodolfo Daltro, a princípio a equipe policial achou o caso bastante inusitado. O motorista havia informado que criminosos se aproximaram em veículos, subiram na cabine do caminhão e ele foi rendido e obrigado a dirigir por cerca de 7 a 10 km, quando teria perdido o controle do caminhão e caído no rio.

Veículo caiu no Rio São Domingos – Crédito: Osvaldo Duarte

O caso descrito acabou sendo negado quando a Polícia Civil de Dourados juntamente a de Itaporã abordou o motorista para questionamentos. Conforme Daltro, após questionamentos da polícia, ele assumiu que imaginou essa história que relatou falsamente.

“Após conversarmos, ele finalmente relatou que dirigia há mais de 40 horas, estava muito cansado, teve um apagão, imaginou essa história, teve uma alucinação que fez com que ele relatasse isso falsamente. Indica-se que ele tenha consumido popular rebite, conversamos também com um colega dele relatou que consumiram rebite e cerveja”, informou.

Conforme mostrado pelo Dourados News, inicialmente o motorista informou que tinha sido refém. Depois o relato mudou e ele apontava que não tinha sido refém, sendo que afirmava ainda qe um grupo teria tentado o abordar na Perimetral Norte, mas que havia conseguido escapar.

Nesta segunda versão, o condutor disse que no primeiro momento a ação seria uma espécie de ‘pedágio’ promovido por indígenas para a passagem do veículo e que depois tinha percebido um suspeito subindo na cabine, momento em que trancou a porta.

Ainda segundo ele, as portas da carreta foram trancadas e ele seguiu viagem.

Após apresentar as duas versões, no início da tarde, ele confessou que tudo foi uma alucinação. Daltro enfatizou que não houve ação criminosa e que tudo foi uma questão de ‘excessos’.

“Queremos tranquilizar a população de que não houve esse crime, tudo não passou de uma questão de excesso de trabalho e consumo de drogas”, destacou.

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