Polícia conclui investigação sobre morte de pacientes em tratamento de quimioterapia

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) concluiu nesta semana as investigações sobre as mortes e lesões ocorridas em junho de 2014, das três mulheres que estavam internadas no setor de oncologia da Santa Casa de Campo Grande.

nquéritos sobre as mortes de três pacientes têm mais de 10 mil páginas (Foto: Divulgação)
Inquéritos sobre as mortes de três pacientes têm mais de 10 mil páginas (Foto: Divulgação)

Segundo a investigação as mortes ocorrerram por conta de reações físicas adversas e gravíssimas em razão de tratamento quimioterápico.

A conclusão dos trabalhos será apresentada pela delegada Ana Cláudia Medina, às 15h desta quinta-feira (30), em entrevista coletiva na Academia da Polícia Civil (Acadepol).

O resultado de mais de um ano de investigação está condensado em 10 mil páginas distribuídas em quatro inquéritos que já foram remetidos para a Justiça. A apuração começou quando as pacientes Carmen Insfran Bernard, Norotilde de Araujo Greco e Maria Gloria Guimarães morreram em 2014, enquanto Margarida Isabel de Oliveira sofreu lesões graves em decorrência do tratamento e faleceu em janeiro deste ano.

A Anvisa enviou após a repercussão do caso, representantes de Brasília para discutir as mortes ocorridas no Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul após a quimioterapia. Eles se reuniram com representantes da Santa Casa e da comissão ampliada para investigar os óbitos.

Segundo a presidente da Comissão de Controle de Infectologia da Santa Casa, Priscila Alexandrino, 41 pessoas foram tratadas com o medicamento cinco fluoracil (5-FU), usado no combate ao câncer do intestino, e com o lelcovorin (ácido folínico, que potencializa os efeitos do primeiro). Desses, quatro apresentaram reações alérgicas e três morreram.

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