Polícia Civil quer descobrir motorista que atropleou a cadela Vitória Guerreira

Em nota, na última quinta-feira (4), a Polícia Civil afirma que instaurou procedimento para apuração do crime de maus-tratos contra a cadela Vitória Guerreira, que teve parte do couro arrancada no último sábado (2). Segundo as informações divulgadas o animal teria sido atropelado e abandonado ferido em um córrego onde foi socorrida por moradores da região.

As investigações prosseguem  para identificação do motorista que se evadiu do local e esclarecimento das circunstancias do abandono.

A serralheira e protetora dos animais Simona Zain, responsável pelo resgate de Vitória, acredita que a dona do animal, uma mulher de 37 anos identificada pela polícia, deu a cachorra atropelada para que terminassem de matá-la. Para ela o caso só têm sido investigado por conta da grande comoção causada nas redes sociais. “Nunca ninguém tinha visto um animal nessas condições que sobrevivesse”.

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“Agora é só ela e Deus” afirma Simone sobre o estado de Vitória.

Vitória segue internada e seu estado é grave segundo a protetora independente. “Ela está com diarréia, vômito e a pele que foi costurada está necrosando por causa da demora em ser socorrida e porque ela perdeu muita carne e não tem nem onde o tecido grudar de volta”, explica. Em sua página da rede social Facebook, Simona publicou, “à espera de um milagre”.

Depois do fato ocorrido com o filhote mestiço de 3 meses o número de chamados para resgate subiu para mais de 20 por dia, segundo Simona. Na tarde de ontem ela resgatou outro animal com um dos olhos furado no mesmo local em que encontrou Vitória.

Um incentivo a uma cultura de denúncia aos maus-tratos juntamente com investimentos no serviço de castração gratuita do município e de conscientização da adoção responsável são os caminhos que Simona aponta para evitar que esse tipo de situação se repita na Capital, “resgatar é fácil, difícil é tratar e arrumar um lugar para eles ficarem”.

Para denunciar casos de maus tratos procure a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (DECAT).

Serviço

Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista, Av Duque de Caxias, s/nº Aeroporto Internacional Campo Grande – MS. Telefone: 3368-6144
Funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 08 às 12 horas e das 14 às 18 horas

Luana Campos

 

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