Pokémon Go marca o início da era comercial da Realidade Virtual

ogo da Nintendo já supera Twitter em usuários por dia e Snapchat em tempo de uso e abre nova fronteira de negócios, diz McKinsey

Os dias seguintes ao lançamento do jogo Pokémon Go pela Nintendo viram o valor de mercado da companhia aumentar US$ 9 bilhões. Pela primeira vez, um produto construído a partir de experiências com realidade virtual se torna comercialmente viável. Mais do que isso, seu sucesso abre um novo oceano azul de oportunidades de negócio – para desenvolvedores e parceiros, mostra análise da McKinsey, uma das principais consultorias estratégicas do mundo.

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Criado em conjunto com a Niantic, o Pokémon Go emprega realidade aumentada em “missões” de caça e treinamento de bichos virtuais espalhados pelo mundo “real”. A plataforma leve e fácil de compreender e usar, ajudou a torná-lo uma febre mundial. Por dia, mais pessoas utilizam o jogo do que o próprio Twitter e elas gastam mais tempo nele do que no Snapchat, outro fenômeno digital, avaliado em US$ 18 bilhões. Imagens de atletas caçando Pokémons em plena cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro são prova que realmente a febre pegou rápido e forte.

Até o Pokémon Go ser lançado, produtos baseados em realidade virtual se limitavam a nichos, sem grande penetração ou clara utilidade comercial. Não passavam de ‘gadgets’ caros e com poucas aplicações práticas. A plataforma aberta criada pela Nintendo, algo que vai além dos limites do software e não está limitada por um hardware, é a chave do sucesso do jogo, na opinião da McKinsey. Ela coloca o consumidor no centro e constrói a experiência em torno dele. Essa abordagem dá relevância ao jogo e assegura o engajamento de um grande volume de usuários, que pode ser “alugado” pela Nintendo àqueles que quiserem acessar esse universo.

O modelo do jogo, para a McKinsey, ainda é interessante apenas para pequenas empresas, que pagam a Nintendo para “atrair” Pokémons – e as pessoas atrás deles – para suas lojas. Pagam, também, para criar “ginásios” e “arenas”, onde usuários colocam seus animais virtuais para treinar ou lutar entre si. Ainda não é claro como mostrar valor e atrair grandes empresas para investir no jogo, segundo a consultoria.

Segundo a McKinsey, a própria decisão da Nintendo de lançar rapidamente o jogo e continuar desenvolvendo o produto com base na reação de usuários e parceiros, dá o tom para aqueles que virão se aventurar nesse novo oceano azul. Afinal, o que fica claro é que Pokémon Go efetivamente abriu o caminho para que novos produtos baseados em realidade virtual sejam desenvolvidos com chances reais de sucesso comercial.

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