Podemos amplia bancada no Senado com incorporação do PHS

Redação

Partido de Álvaro Dias e Romário terá 7 senadores e 17 deputados

Álvaro Dias e Renata Abreu do Podemos. (Reprodução)

O Podemos acertou na última sexta-feira(21) a incorporação do PHS. O partido passará de 11 deputados para 17, superando o Solidariedade. No Senado, a sigla terá sete deputados, a terceira maior bancada, atrás apenas do MDB e do PSDB.

A sigla ainda negocia a incorporação de outro partido, o PMN, com três deputados. Lideranças do Podemos afirmam ter conversas com a Rede, partido da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. As negociações, neste último caso, no entanto, não avançaram. A Rede definirá seu futuro em março de 2019, durante Congresso Nacional da sigla.

PODEMOS E PHS em Mato Grosso do Sul

O presidente do Podemos em Mato Grosso do Sul, informou ao Página Brazil, que o PHS vai compor a executiva Nacional e assume a presidência em alguns Estados.

Em Mato Grosso do Sul, Sertão disse que vai se reunir com o presidente estadual do PHS, Emídio Midas, para definir a composição do partido.

Em relação aos filiados do PHS, Sertão afirmou que deve acontecer uma nova filiação, pois mesmo com afusão dos partidos, a filiação dos membros não é automática.

“Vou me reunir com o presidente e termos uma nova filiação, é preciso fazer tudo de novo”, explicou.

Podemos fora da base de Bolsonaro

Na última eleição, o Podemos lançou Álvaro Dias para presidência do Brasil. A bancada do partido após reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro, decidiu não fazer parte da base aliada do governo Bolsonaro, mas prometeu apoio a pautas específicas.

Além do aumento na bancada da Câmara e do Senado, o Podemos também passa a ter o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e o governador de Tocantins, Mauro Carlesse. A atual presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu continuará no comando do partido.

O PHS, que no último ano passou por uma disputa judicial pelo comando do partido, não superou a cláusula de barreira, que exigia que os partidos tivessem 1,5% dos votos válidos em todo o país com ao menos 1% dos votos em nove estados.

Além de ficarem de fora da divisão do fundo partidário e eleitoral, os partidos que não superam a cláusula de barreira também tem dificuldades logísticas como perder o direito ao gabinete partidário e fazer discursos nas sessões do Congresso, além do direito a um programa partidário no rádio e na TV.

 

 

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