PMs exigiram R$ 150 mil para liberar casal de traficantes

Os policiais militares, um soldado de 26 anos e um cabo de 44 anos suspeitos tentar desviar uma carga de drogas, teriam pedido R$ 150 mil para livrar um casal da prisão.

Arsenal estava com militares de folga (Foto: Divulgação)
Arsenal estava com militares de folga (Foto: Divulgação)

Os dois militares do Pelotão do Bairro Coophatrabalho flagraram o casal na região da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco). As vítimas receberiam a droga de um traficante de Corumbá e foram interceptados pelos militares.

O casal e o homem que chegou com a droga de Corumbá foram detidos e levados para um outro bairro. No local, os homens foram algemados. Um terceiro homem, condutor de um veículo Hyundai i30 se juntou aos policiais e passou a fazer parte da extorsão.

Enquanto um policial ficou com a mulher e o traficante vindo de Corumbá em uma lanchonete, o marido foi liberado para arrumar R$ 150 mil. No decorrer da noite de ontem, os policiais reduziram o valor da extorsão para R$ 75 mil. Em nova negociação, conforme a ocorrência, eles aceitavam receber R$ 22 mil ontem à noite e os R$ 53 mil restantes deveriam ser entregues até às 16h de hoje em troca da liberdade do casal.

O homem procurou a polícia e denunciou o caso. Ele relatava a policiais da PM-2 quando recebeu uma ligação do telefone da mulher. Do outro lado da linha estava o policial reduzindo o valor do resgate. A ligação foi acompanhada pelos militares do pelotão que auxiliaram na negociação e no local de onde o pagamento deveria ser feito.

No local combinado para a entrega do dinheiro, a guarnição da PM aguardou a mulher sair do veiculo, quando realizou a abordagem dos dois policiais. O desconhecido, com quem os policiais teriam feito contato por telefone, conseguiu fugir do local. No carro dele teria ficado a droga que acabou desviada.

Os militares detidos estavam com três armas longas e duas pistolas, 118 munições de calibre .40, 100 de 22 e 10 balotes do calibre 36.

Os policiais foram presos na noite de quarta-feira (6) por sequestro e prevaricação. No boletim registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga constam os crimes de extorsão mediante cárcere privado, que foi majorado pelo emprego de pessoas, além de posse irregular de arma de fogo, adulteração de veículo automotor, prevaricação e associação criminosa.

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