PMDB quer convencer ex-prefeito a disputar eleição, mesmo com nome no TCE

Daltro
Partidos querem convencer Daltro a disputar e definir plano B em caso de impugnação (Foto: Reginaldo Mello)

A movimentação para eleição em Sidrolândia, município a 70 km de Campo Grande, o primeiro em maior crescimento no Estado, nos últimos anos, vem se destacando no cenário, mostrando também a disputa ou continuidade da mesma, entre PSDB e PMDB. Os tucanos, neste domingo (17) fizeram o lançamento da reeleição do prefeito Ari Basso, como o Página Brazil noticiou, e, nesta terça-feira (19), partidos ao contrario da atual administração tucana se reúnem para convencer o ex-prefeito Daltro Fiúza (PMDB) a agilizar ou mesmo definir sua permanência na disputa e ainda que o grupo defina um plano B em caso de uma possível impugnação da candidatura, que já vem com o risco, pois o peemedebista está com nome ‘barrado’ em lista de contas reprovadas pelo TCE (Tribunal de Contras do Estado), que foi divulgada no mês passado.

A ideia defendida é que Daltro seja o nome, mas que PTB, PTN, PSD, além do PMDB (partido de Daltro), o PR (controlado pelo ex-prefeito), DEM e PSL, do vice-prefeito Marcelo Ascoli, construam uma candidatura de consenso para enfrentar a chapa encabeçada por Basso, que agora já oficializou a busca da reeleição. Daltro disse a interlocutores que desistiria do pleito devido ao nome na lista, que ele não entende estar, já recorreu para ser retirado, mas que avalia ser prejudicial a campanha.

Contudo, a pressão agora em Daltro, vem com peemedebistas querendo usar a mesma estratégia que ocorreu com Ari Basso, que foi eleito em eleição suplementar no inicio de 2013, após o outro tucano, o ex-prefeito Enelvo Felini ser eleito em outubro de 2012, mas que teve registro de candidatura impugnada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Hoje, lideranças do PMDB e de alguns partidos de oposição se reúnem à noite para convencer o ex-prefeito a ser candidato, mesmo se não conseguir tirar seu nome da lista do TCE, como outros 118 ex-gestores de Mato Grosso do Sul com contas rejeitadas.

De acordo com peemedebistas, o grupo teria como parte da estratégia, ter o empresário Acelino Cristaldo, como candidato à vice, transformando-se em titular da chapa na eventualidade da justiça eleitoral impugnar a candidatura de Fiúza, que então seria representado na chapa por sua esposa, Rose Fiúza, como vice. “Com esta alquimia política o objetivo seria transformar uma eventual cassação da candidatura do ex-prefeito num instrumento de marketing para garantir dividendos eleitorais a partir da sua vitimização como alguém perseguido pelos tucanos, temerosos da sua popularidade”, apontam.

Usar a “arma do inimigo” com ex-governador garantindo antes da Justiça

A “fórmula”, é tentar repetir e desenhar o cenário de 2013, quando o produtor rural Ari Basso, saiu vencedor da eleição suplementar; supostamente beneficiado do sentimento de injustiça gerado pela decisão do TSE, que impediu a posse de Enelvo Felini, partidário de Basso, que era vice, onde venceram a eleição de 2012.

Após, o ex-prefeito comunicar na semana passada a dirigentes partidários, que só seria candidato caso seu nome seja excluído da relação como ex-gestor com pendências no TCE, lideranças regionais garantiram a ele que não precisaria se preocupar com a questão, pois o diretório estadual já havia ido sanar o problema.

Nesta segunda-feira os correligionários de Daltro se animaram e fizeram questão de pulverizar nas redes sociais, trechos de duas entrevistas concedidas pelo ex-governador André Puccinelli e o presidente do diretório regional do PMDB, Junior Mochi, nas quais eles “garantem” (embora a palavra final seja da Justiça Eleitoral) que o ex-prefeito está em condições de disputar a eleição por gozar de seus direitos políticos, não correndo risco de ter sua candidatura impugnada.

O ex-governador chegou a dizer que o escritório de seu filho (o advogado André Puccinelli Junior) teria resolvido à situação. O fato é que o nome de Daltro continua mencionado (duas vezes) na lista do TCE.

Daltro que faz pressão

Outra interpretação, sustentada por lideranças ligadas a Daltro, é que a ameaça de sair da disputa faria parte da estratégia de Fiúza para chamar atenção da direção regional do PMDB sobre a necessidade do partido lhe oferecer estrutura (inclusive financeira) para encarar uma campanha na qual terá de enfrentar o peso de duas máquinas, a da Prefeitura e a do Governo do Estado.

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