PMDB elege assessor do senador Moka como novo presidente municipal

Assessor do senador Waldemir Moka, Ulisses Rocha foi eleito presidente do diretório municipal do PMDB de Campo Grande, durante convenção ocorrida na manhã desta segunda-feira (24), na sede do diretório regional do partido, na Capital.

Eleição de Ulisses foi por unanimidade
Eleição de Ulisses foi por unanimidade

Ulisses substitui a vereadora Carla Stephanini, que ficou no comando da legenda por dois anos de mandato.

A convenção ocorreu em clima tranquilo depois que o partido liderado pelo ex-governador André Puccinelli não conseguiu entrar em consenso no sábado, data em que deveria eleger os novos membros do diretório do partido na Capital.

O PMDB deixou a convenção municipal sem eleger o presidente por falta de acordo e sem a sinalização de nome para concorrer a Prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2016.

O novo diretório foi eleito incumbido de indicar o candidato do PMDB que irá disputar à sucessão do prefeito Gilmar Olarte (PP) nas eleições municipais do ano que vem.

Ainda indefinido, o partido também pode optar em apoiar um candidato de outro partido, caso as divergências internas persistam. Atualmente, o PMDB convive com forte turbulência depois que perdeu duas eleições sucessivas, uma para a Prefeitura da Capital e outra para o governo do Estado.

A partir daí, o partido esfacelou-se, tendo inclusive perdido quadros importantes após as eleições para o governo do Estado.

Por causa de atritos internos, o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, deixou o grupo do ex-governador e na última sexta-feira assumiu o comando do PTB em Mato Grosso do Sul depois de uma manobra política bem-sucedida via cúpula nacional que acabou tirando o partido das mãos de Ivan Louzada.

Ao deixar o PMDB, Nelsinho alegou corpo mole e traição de alguns correligionários. Ele acusa André Puccinelli e o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, hoje conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado), de terem orquestrado um esquema para eleger o senador Delcídio do Amaral (PT) em detrimento à sua candidatura.

Ao final da campanha, Nelsinho ficou em terceiro lugar, ou seja, fora do segundo turno das eleições, atrás de Reinaldo Azambuja (PSDB), eleito governador, e Delcídio do Amaral.

O partido também vive em volto a acusações como parte da Operação Lama Asfática, desencadeada em 9 de julho deste ano pela Receita Federal, PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e pelo MPF (Ministério Público Federal).

Principal liderança do partido no Estado, o ex-governador se defende e garante que os escândalos de corrupção não devem atingir o partido por não existir ninguém do “PMDB enlameado” com as investigações da Operação Lama Asfáltica.

Ele sustenta que a Polícia Federal não teve autorização judicial para fazer busca e apreensão nas residências de líderes peemedebista.

Com isto, ele não vê preocupação com as investigações da Lama Asfáltica nos contratos de obras em seu governo.

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