PMDB define deputado como pré-candidato a prefeito da Capital

marcio-fernandes-1andre-valdenir-rezende
Marcio Fernandes em ato de filiação no mês de março, onde teve a presença do atual e ex-governador

O PMDB é o mais um dos partidos de Campo Grande que “acaba” de definir seu pré-candidato a prefeito nas eleições de 2016. A legenda definiu em reunião realizada na noite desta quarta-feira (18) na sede do diretório regional, a pré-candidatura do deputado estadual Marcio Fernandes. Ele que recém entrou ou voltou, em março, as hostes pemedebistas, acabou como o ungido, após muitos nomes ventilados. O partido contou com pelo menos dois pretendentes que eram dados como certos, para ser escolhido por meio da ‘famosa’ pesquisa, sugerida e sempre utilizada pelo líder maior, o ex-governador Andre Puccinelli. André, que aliás foi muito assediado pela direção e partidários para voltar ao Paço Municipal e ser o candidato dos sonhos, apontado como imbatível para concorrer.

Marcio, que cumpre seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa e retornou ao PMDB na última janela eleitoral, após ser escolhido, apontou que alem da escolha, todos se mostraram animados e com objetivo de buscar o sucesso no pleito eleitoral. Ontem, a decisão foi referendada pelos também deputados estaduais Junior Mochi e Eduardo Rocha, respectivamente, presidente regional e líder do partido na Assembleia, além de 31 pré-candidatos à vereador da Capital. O ex-governador André Puccinelli também iria participar, mas cumpria agenda em Brasília e não chegou à tempo.

“Foi uma decisão amadurecida por muitos e participada por todos, que além de fazer ou aprovar a escolha, se mostraram animados. Já vamos começar a andar, conduzir reuniões com os aliados e com a nossa equipe depois desse respaldo dado. Vamos percorrer a cidade, saber o que o PMDB pode fazer por Campo Grande, mais do que já fez. O partido tem um legado muito forte aqui após os trabalhos do André e do Nelsinho”, ressaltou o deputado-candidato.

O PMDB, que governou com Andre, o Estado por oito anos e à prefeitura da Capital por 20 anos, teve exaurido projetos e devido a escândalos também, perdeu as duas ultimas eleições, ficando também sem um ‘certo rumo’. Apesar disso, os peemedebistas dizem ter um legado deixado, e que fariam o possível para lançar candidato em 2016 e recuperar o posto, principalmente diante do considerado caos ou crise politico-administrativa que passou a viver a Capital.

Expectativas anteriores e realidades surgidas

A realidade atual da Capital até gerou expectativas e a vontade politica de muitos, que colocaram os próprios nomes, como ainda outros, que foram sendo indicados ou incitados a concorrer a vaga. Dentre os nomes que haviam estava o deputado federal Carlos Marun, o vereador Paulo Siufi, os senadores Simone Tebet e Wlademir Moka,

Contudo, os muitos nomes foram desistindo da disputa, por dificuldades pessoais ou do partido, com novos escândalos surgidos em investigações do Ministério Publico e a realidade no cenário local e nacional, com ações ou fatos que envolvem o nome do partido ou seu filiados, como nos casos dos presidentes da Câmara municipal e federal, Mario César e Eduardo Cunha, que foram afastados dos cargos por decisão judicial.

Curriculum e representativo

Para Eduardo Rocha, a pré-candidatura de Marcio é representativa e teve o aval de todos no encontro. “Ele sempre foi do nosso grupo, mesmo após passar por outros partidos. O Marcio retornou com vontade e triste de ver como era bem cuidada a nossa Capital e como ela está agora, cheia de buracos, faltando medicamentos em postos”, diz Rocha, que completa.

“Por isso ele colocou o nome dele a disposição. Queremos arrumar Campo Grande, colocar a cidade de novo nos trilhos. Nesses quatro anos não vimos mais nenhuma indústria nova chegar aqui, um novo investimento sequer para gerar emprego e renda. Agora ele vai se preparar, conversar com a equipe dele e fechar uma plataforma”, frisa Eduardo Rocha.

Marcio Fernandes foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2006, quando tinha apenas 27 anos. Ele médico veterinário e iniciou sua carreira política no PMDB.  Pela legenda, ele fez sua primeira campanha eleitoral, em 2004, disputando a prefeitura de Jaraguari. Depois foi eleito deputado dois anos depois. Seguindo, Marcio saiu do PMDB e passou pelo PSDB e pelo PT do B, seu último partido antes de retornar à legenda peemedebista.

O deputado estadual trocou oficialmente, em 07 de março, o PTdoB pelo PMDB. Ele conseguiu, durante ato de filiação, reunir aliados de três partidos e se apresentou como um dos pré-candidatos a Prefeitura de Campo Grande, mas se dizia um “soldado do partido” e sabia que havia muitos pretendentes e membros históricos do partido na sua frente.

Comentários

comentários