PM fecha ‘rica boca de fumo’ no centro da Capital com R$ 1,5 milhão em drogas

Pare material apreendido (Foto: divulgação PM)

A PM (Polícia Militar) agiu e fechou na madrugada desta terça-feira (27), praticamente no centro de Campo Grande, uma grande e rica “boca de fumo”. Os adjetivos para o local são porque, no momento da ação e foram apreendidas, pelo menos R$ 1,5 milhão em drogas, presos quatro pessoas – que devem ser os traficantes- e muitos materiais que fazem a produção do material. A localização exata é no bairro São Francisco, em uma casa na rua Bartira, onde à principio, a Polícia fechou o denominado depósito do tráfico. Segundo a PM, o endereço foi levantado pelo setor de inteligência da corporação, que primeiramente recebeu uma denuncia, fez investigação e realizou o flagrante hoje.

De acordo com divulgação da PM, foram apreendidos quase 100 quilos de drogas, em carga avaliada no valor citado, que ainda será oficializado. Os nomes dos envolvidos não foi liberado, mais foram presos em flagrante no local, três homens, de 33, 25 e 21 anos, e uma mulher, de 18. O local foi descoberto e denominado como depósito e ponto de distribuição dos entorpecentes. Um revólver calibre 38 também foi localizado e dois veículos que serviriam para transporte das drogas, também foram apreendidos.

A PM, ao chegar no local, uma jovem se apresentou como a responsável pelo imóvel durante a abordagem da equipe, por volta das 2h30. Ela tentou negar a denúncia de que a casa estaria envolvida com o tráfico. Mas, o forte cheiro que estava no interior da residência, já a desmentia, sendo feita as buscas na casa contra a alegação da jovem, que se ratificou com a apreensão da quantidade dos produtos do trafico.

“A quantidade apreendida foi de 33,7 quilos de maconha, 52 quilos de cocaína e 11 quilos de haxixe. A casa ou deposito, entreposto, além de atender o mercado local, também serviria para abastecer cidades de São Paulo próximas da divisa dos estados”, diz avaliação da polícia, pois no local foram pegos também muitos materiais que faz a fabricação e embalagem das drogas.

Apreensão revela estrutura

Conforme o boletim de ocorrência lavrado, em seu depoimento inicial, a jovem alegou que apenas recebia R$ 10 mil por mês para guardar as drogas.

Contudo, a polícia acredita que o negócio era bem grande e já seria além do que foi pego na própria ação. Balanças de precisão, embalagens plásticas, bacias, materiais químicos e a presença do trio preso levam a polícia a acreditar que o ponto era uma das centrais de refinamento e distribuição da Capital. “Já se sabe que um dos carros apreendidos pertence a um homem que conseguiu fugir na hora da apreensão e pode ser o chefe da quadrilha”, apontou PM.

O caso foi registrado na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), que assumirá a investigação do caso.

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