Pizzolato deixa o IML e segue para a Penitenciária da Papuda

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto deixou o Instituto Médico-Legal (IML), onde passou por exames, e seguiu para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde vai cumprir pena de 12 anos e sete meses. Ele foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, mas fugiu para a Itália antes de ser preso.

Pizzolato chegou ao IML, na sede da Polícia Civil em Brasília às 9h27 e permaneceu no local durante 30 minutos. Três viaturas da Polícia Federal fazem a escolta no trajeto do IML à Papuda. Sem falar com a imprensa, Pizzolatto entrou em uma viatura descaracterizada e blindada da Polícia Federal com destino à Papuda.

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, desembarca em Brasília (DF), na manhã desta sexta-feira (23). Pizzolato será levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde fará exame de corpo de delito. Depois do exame, seguirá em carro da PF para o Centro de Detenção Provisória (CDP) no Complexo da Papuda, onde, em princípio, cumprirá a pena. Charles Sholl/Futura Press
O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, desembarca em Brasília (DF), na manhã desta sexta-feira (23). Foto: Charles Sholl/Futura Press

Único condenado no processo do mensalão que ainda não cumpriu pena, Pizzolato chegou ao Brasil nesta manhã. Escoltado por três policiais federais brasileiros e uma médica, ele desembarcou por volta das 6h45 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Pizzolato saiu de Milão na noite de ontem (22). Na capital paulista, ele fez os procedimentos de registro de entrada no País. Ainda no aeroporto, embarcou em um jatinho da Polícia Federal com destino a Brasília.

A chegada ao Brasil do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB) encerra um capítulo na história da fuga de um dos condenados no processo do mensalão.

O ex-diretor foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato, mas, por ter dupla cidadania, fugiu para a Itália em setembro de 2013, antes do fim do julgamento, com um passaporte falso em nome de um irmão morto. Pizzolato foi o único dos condenados que fugiu. Ele foi preso em fevereiro do ano passado em Maranello, na Itália.

Em outubro de 2014, chegou a ser solto pela Corte de Apelação de Bolonha, que negou sua extradição.

No entanto, posteriormente, a Corte de Cassação de Roma e o Ministério da Justiça da Itália confirmaram a expulsão. Seguiu-se uma série de recursos administrativos e na Corte Europeia de Direitos Humanos, mas todos foram negados.
No dia 6 de outubro, a Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou a última tentativa de recurso de Pizzolato contra sua extradição para o Brasil. No recurso protocolado na corte, a defesa, como nas demais ações contra a extradição, voltou a alegar que os direitos humanos não são respeitados nos presídios brasileiros. O argumento foi usado para que o ex-diretor do BB continuasse na Itália.

O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, decidiu adiar por duas semanas a entrega de Henrique Pizzolato às autoridades brasileiras, anteriormente prevista para o dia 7 deste mês.

Terra

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