PF faz ação contra ‘fakes’ por ofensas na web a candidatos em 2014

A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta terça-feira (18), em Campo Grande, operação contra pessoas que estariam por trás de perfis ‘fakes’ que faziam postagens ofensivas em redes sociais a candidatos a governador de Mato Grosso do Sul, em 2014.

Computador foi apreendido nesta terça-feira pela Polícia Federal. (Foto: Divulgação/PF)
Computador foi apreendido nesta terça-feira pela Polícia Federal. (Foto: Divulgação/PF)

De acordo com informações da PF, a operação ‘Face to Fake’ tem por objetivo cumprir 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela 36ª Zona Eleitoral.

Segundo a PF, os alvos da operação são ligados a grupos políticos. São apreendidos computadores, celulares e Hds. Os policiais fazem cópia dos arquivos para investigação e devolvem o material aos donos.

No ano passado, foi comum o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) obrigar bloqueios de páginas com conteúdo ofensivo, como “Clube dos Canalhas”, “Robaldo Azambucha”, “Os Charlatões”, “O poderoso chefão”, “Tonhão Marreta” e Consul D’araque”.

Em 2014, o Estado tinha 1,8 milhão de eleitores. Enquanto o total de usuários do Facebook em Mato Grosso do Sul era de 1,1 milhão.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são consideradas práticas criminosas, por exemplo, “a contratação direta ou indireta de grupo de pessoas com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a imagem de candidato, partido ou coligação”.

Quem contratar colaboradores com essa finalidade poderá ser punido com detenção de dois a quatro anos e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil. Já as pessoas que forem contratadas também incorrerão em crime e poderão ser punidas com detenção de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Comentários

comentários