PF diz que ataque a Bolsonaro foi solitário e nega envolvimento de mulher

Lúcio Borges com UOL

Sede da PF (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Polícia Federal mantém a tese de que o suspeito pela facada sofrida pelo candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, agiu sozinho por discordar de posicionamentos políticos do deputado federal, publicou o portal de noticiais nacional, UOL. A Polícia Federal também descartou que uma mulher chamada Aryane Campos, indicada como suspeita por terceiros em redes sociais, esteja envolvida no ataque. Ela tem recebido ofensas e mensagens acusatórias de que seria cúmplice do crime. A mãe de Aryane depôs na manhã desta segunda-feira (10) na superintendência da corporação.

Em fala em vídeo divulgado após o atentado, o principal suspeito do ato, Adélio Bispo de Oliveira, disse que teria atacado Bolsonaro “a mando de Deus”. A defesa dele tem alegado insanidade mental e informou que iria pedir a realização de um exame psiquiátrico. Oliveira foi preso em flagrante pela Polícia Federal e segue no presídio federal em Campo Grande. Ele foi indiciado pelo crime de “atentado pessoal por inconformismo político” com base na Lei de Segurança Nacional. A pena é de 3 a 10 anos de prisão com possibilidade de ser dobrada a pena se detectada pela Justiça lesão corporal grave.

Outras duas pessoas continuam sendo investigadas, de acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Entre elas, um homem que prestou depoimento na madrugada de quinta para sexta-feira e foi liberado logo após. O fato ocorrido na quinta-feira (6), teve Bolsonaro esfaqueado enquanto fazia campanha pelas ruas de Juiz de Fora, Minas Gerais. Ele foi levado à Santa Casa da cidade em estado grave e operado no abdômen. O candidato foi transferido e está internado internado em São Paulo, onde se recupera dos ferimentos. Não há previsão de alta médica.

Rapidez e linha de investigação contra Fake News

Em nota divulgada nesta segunda pela manhã, a Polícia Federal informou que “visa identificar todas as possíveis conexões e motivações do crime, além de esclarecer, em toda a sua extensão, as demais circunstâncias vinculadas ao fato criminoso. Para tal, são realizadas diversas diligências policiais como a coleta de depoimentos, a análise de dados financeiros e de outros dados existentes em imagens, mídias, computadores, telefones e documentos apreendidos”.

A Polícia Federal tem 10 dias contados a partir de quinta para finalizar o inquérito e apresentá-lo ao Ministério Público Federal em Minas Gerais. O MPF no Estado então avaliará o relatório, poderá pedir novas diligências e, se concordar com o inquérito, oferecer uma denúncia.

Se a linha de investigação se mantiver, a intenção da corporação é encaminhar o inquérito até o final desta semana a fim de evitar a circulação de notícias falsas, como a que envolve Aryane, e trocas de acusações partidárias em meio ao debate eleitoral, apurou a reportagem.

A Polícia Federal tem 10 dias contados a partir de quinta para finalizar o inquérito e apresentá-lo ao Ministério Público Federal em Minas Gerais, informou a corporação. Contudo, há a possibilidade de que peça tenhas uma extensão do prazo.

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