PF começa a ouvir presos na Lava Jato

Os presos na 14ª fase da Operação Lava Jato começarão a prestar depoimento à Polícia Federale ao Ministério Público Federal na tarde desta segunda-feira (22). As oitivas ocorrem em Curitiba, Paraná, onde se concentram os processos operação na primeira instância.

Os executivos das construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, detidos na última sexta-feira (19), estão na carceragem da PF na capital paranaense.

Entre os presos da 14ª fase estão Marcelo Odebrecht (à esquerda) e Otávio Azevedo (à direita) Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo))
Entre os presos da 14ª fase estão Marcelo Odebrecht (à esquerda) e Otávio Azevedo (à direita) Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo))

De acordo com a Polícia Federal no Paraná, primeiramente, serão ouvidos os detidos em prisão temporária, cujo prazo da detenção é cinco dias. São eles: Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, diretor da Odebrecht; Antônio Pedro Campelo de Souza, ex-diretor da Andrade Gutierrez; Flávio Lúcio Magalhães, também ligado à Andrade Gutierrez, e a consultora Christina Maria da Silva Jorge.

Finalizada a fase de depoimentos dos detidos em prisão temporária, serão ouvidos os presos de forma preventiva: Marcelo Odebrecht, presidente da Organização Odebrecht; João Antônio Bernardi, ex-diretor da construtora, e Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo, executivos da Odebrecht. Também será ouvido Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez.

No sábado (20), os presos na 14ª fase da Operação Lava Jato passaram por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. Segundo a PF, eles deixaram a carceragem da instituição por volta das 9h30 e foram conduzidos em comboio até o IML para passar pelo exame. Eles chegaram por volta das 10h ao instituto. Ao todo, foram presas 12 pessoas nessa nova fase.

A 14ª fase da operação, denominada Erga Omnes, expressão latina no meio jurídico para indicar que os efeitos da lei atingem a todos os indivíduos, é uma referência ao fato de as investigações alcançarem, mais de um ano depois de deflagrada a primeira fase da operação, as duas maiores empreiteiras do país, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez

BAND

 

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