Petistas contestam isenção após Moro aceitar convite de Bolsonaro

Redação com informações Folha Press

Parlamentares petistas usaram as redes sociais para criticar a decisão do juiz federal Sergio Moro de aceitar o convite para assumir o Ministério da Justiça na gestão de Jair Bolsonaro (PSL).

Líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS) citou a Operação Mãos Limpas na Itália, na qual Moro diz ter se inspirado nas ações da Lava Jato. “A operação Mãos Limpas na Itália levou Berlusconi a governar a Itália. A #LavaJato levou Bolsonaro a ser eleito presidente. Mas os juízes e procuradores italianos tiveram pudor e não foram para o ministério de Berlusconi”, afirmou.

O deputado estadual Paulo Teixeira (PT-SP) pediu para que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) anulem a condenação do ex-ministro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e concedam a liberdade ao petista. “As razões da prisão sem provas foram escancaradas: Moro aceita convite para exercer o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro!”, disse.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a decisão do juiz como um escândalo e disse que o gesto mostra que o magistrado nunca agiu de forma imparcial. “Poucas coisas podem ser mais descaradas do que isto. Sempre alertamos que Moro atuava como militante, e não como magistrado. Depois de interferir no processo eleitoral, vira ministro do candidato beneficiado por ele. Em qualquer lugar do planeta isso seria um escândalo”, disse.

 

 

 

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