Pesquisadores dizem que o uso de antinflamatório amplia em até 58% o risco de ataques cardíacos

O GLOBO/JN

A probabilidade de problemas no coração é maior até o primeiro mês de uso contínuo e o riscos aparecem já após a primeira semana

O uso de analgésicos, como ibuprofeno, pode aumentar o risco de ataques cardíacos em até 58%, de acordo com uma pesquisa publicada no periódico científico British Medical Journal (BMJ). A probabilidade de problemas no coração é maior até o primeiro mês de uso contínuo e o riscos aparecem já após a primeira semana.

Dependendo do tipo de analgésico anti-inflamatório utilizado, a chance de ataque cardíaco pode oscilar entre 24% e 58%. Os pesquisadores revisaram estudos feitos com cerca de 446 mil pessoas com idade entre 40 e 79 anos. Nesse universo, 61 mil tiveram ataques cardíacos. Os cientistas destacam, no entanto, que outros fatores além do medicamento podem estar envolvidos.

A pesquisa focou em anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), uma das drogas mais prescritas do mundo. O risco de ataque cardíaco aumenta de acordo com o remédio. O que apresentou menor risco foi o celecoxibe com 24% de probabilidade de problemas cardiovasculares. Em seguida, aparece o ibuprofeno com 48% de chance; diclofenaco com 50%; naproxeno com 53%. A maior taxa de risco foi verificada no rofecoxib, que foi retirado do mercado em 2014, com 58%.

Segundo a pesquisa, o risco de ataques cardíacos aumenta quando há uso de doses mais altas e durabilidade do tratamento. Mas, após um mês de uso, não foi registrado aumento significativo na chance de apresentar problemas cardiovasculares.

 

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