Pesquisa mostra que 95% dos brasileiros relacionam crises de água e energia a mudanças climáticas

Um levantamento divulgado pelo Instituto Datafolha nesta semana aponta que 95% dos brasileiros estão, não só preocupados, mas sentindo na pele os efeitos da mudança climática. Para nove em cada 10 entrevistados, as crises da água e energia têm relação direta com o tema e 84% acredita que o governo não faz nada ou faz muito pouco para enfrentar o problema.

A pesquisa encomendada pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, ouviu 2.100 pessoas em 143 municípios de todas as regiões do país e mostra que o cidadão médio tem um ótimo nível de entendimento das causas e dos impactos das mudanças climáticas sobre o cotidiano da população. 80% faz até mesmo correlação entre soluções como redução do desmatamento, melhorias no transporte coletivo e investimentos em energias renováveis e benefícios para a economia do país.

A pesquisa mostrou, ainda, que o brasileiro se enxerga como parte da solução: 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar em casa – equipamentos conhecidos por 74% da amostra.  Diante da hipótese de ter acesso a uma linha de crédito com juros baixos e a possibilidade de vender o excesso de energia para a rede elétrica, o percentual de interessados sobe para 71%. Os moradores das regiões Sudeste e Nordeste foram os que demonstraram maior entusiasmo com o tema.

Atualmente, a microgeração de energia enfrenta vários entraves, um deles, a forma de cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para quem produz sua própria energia e a falta de linhas de financiamento com baixos juros para aquisição de painéis solares.

Sobre a atuação do governo, a pesquisa Datafolha mostra que o brasileiro tem uma percepção bastante crítica: para 48%, o governo federal está fazendo menos do que deveria em relação às mudanças climáticas; para 36%, ele simplesmente não está fazendo nada.

A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de março de 2015. O Datafolha utilizou metodologia quantitativa, realizando entrevistas pessoais e individuais em pontos de fluxo populacional de 143 municípios de pequeno, médio e grande porte com pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro para o total da amostra é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

com informações do Jornal da Ciência

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