Pesquisa do Banco Central eleva pela 10ª vez previsão de inflação neste ano

É a 10ª vez que a previsão do aumento do nível de preços no conjunto de bens e serviços do país sobe, em cinco meses – Foto: DCI

Economistas de instituições financeiras voltaram a elevar suas previsões para a inflação neste ano, segundo pesquisa feita semanalmente pelo Banco Central e divulgada nesta segunda-feira. Agora, analistas subiram de 8,79% para 8,97% a projeção para o IPCA neste ano, quase o dobro do centro da meta oficial, de 4,5%. Foi a décima elevação seguida. Para 2016, a estimativa permaneceu estável em 5,5%, há cinco semanas.

Já para a economia a expectativa passou de contração de 1,35% para recuo de 1,45% em 2015, o que seria o pior desempenho para a maior economia da América Latina em 25 anos. Foi a quinta piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB). Para o próximo ano, a projeção de crescimento piorou de 0,9% para 0,7%. A pesquisa Focus compila os prognósticos de economistas de 100 instituições financeiras.

O IPCA, indicador oficial do governo que orienta o sistema de metas de inflação, surpreendeu em maio ao acelerar a alta a 0,74% na comparação mensal, chegando a 8,47% em 12 meses, maior taxa acumulada desde dezembro de 2003. O índice em maio ficou acima da expectativa do mercado financeiro, que previa 0,55% no mês passado.

O objetivo central do governo é manter a inflação em 4,5%, podendo chegar a 6,5%, o que não deve ser cumprido este ano. O próprio BC reconhece que não deve entregar a inflação na meta este ano, ao projetar o
IPCA em 7,9%. Para controlar os preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vem elevando a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, adotou a sexta alta seguida, para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009.

Para as instituições financeiras, a Selic vai chegar ao fim de 2015 em 14,25% ao ano. A projeção da semana passada era 14% ao ano. No fim de 2016, a Selic deve ficar em 12% ao ano. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,65%, este ano, e crescimento de 1,5%, em 2016. A projeção para o dólar, por sua vez, segue em R$ 3,20, ao fim de 2015. Para o fim de 2016, a projeção subiu de R$ 3,30 para R$ 3,40.

Fonte: O Globo

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