Peixes em quarentena podem ser abatidos por conta de atraso em obra

Obras em atraso, no Aquário, prejudicam peixes
Obras em atraso, no Aquário, prejudicam peixes

Com o cronograma de obras do Aquário do Pantanal em atraso, peixes em quarentena correm o risco de serem abatidos ou doados, pelo Governo do Estado. A possibilidade foi cogitada pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Jaime Verruck, em entrevista concedida ao Jornal Folha de São Paulo.

Em novembro do ano passado os peixes adquiridos pelo Governo do Estado ficaram sob a custódia da empresa Análise Ambiental Ltda (Anambi), que ganhou a licitação de R$ 5,2 milhões, para um projeto de pesquisa e manutenção das espécies. Os peixes foram colocados em galpões na sede da Polícia Militar Ambiental, em Campo Grande. Conforme relatório da empresa responsável pelo manejo das espécies, desde 2014, 10.160 peixes já morreram por conta da variação de temperatura da água, principalmente, as espécies amazônicas, asiáticas, africanas e australianas.

Depois da polêmica morte dos peixes, o contrato foi rescindido. De acordo com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado (Fundect), a medida ocorreu em virtude do não cumprimento de recomendações técnicas, tais como, o correto armazenamento da ração e oferta de alimentação adequada aos animais, rígido controle das condições da água e da temperatura, manuseio no local de quarentena, o que, entre outros aspectos, interferiu no adequado manejo para preservação do bem-estar dos animais e produção de conhecimento científico, que é a finalidade do projeto. Além disso, foram detectadas inadequações na prestação de contas apresentada pela empresa interveniente do projeto de pesquisa, situação que acabou provocando o provocou o bloqueio na utilização dos recursos aprovados.

“É uma readequação do projeto como um todo, que foi concebido para parte dele ser feito na quarentena e outra parte no Aquário. A partir de agora vamos fazer uma readequação para que tenhamos um novo projeto de pesquisa e depois então destinar esses peixes ao Aquário”, explicou o diretor de licenciamento ambiental do Imasul, Ricardo Eboli, no final do mês de junho.

Acompanhado de técnicos do governo estadual, Eboli recebeu os deputados estaduais que compõem a comissão de acompanhamento das obras do Aquário do Pantanal e profissionais da imprensa para uma visita ao local no qual os peixes estão sendo mantidos em quarentena.

Segundo números constantes do relatório da Anambi, 13 mil espécimes ainda vivem nos tanques da quarentena. “O Governo do Estado manterá esses peixes pelo período que for necessário, porque haveria um prejuízo maior se devolvêssemos ao rio e iniciássemos todo um novo processo de captura e quarentena”, disse Ricardo durante a visita.

O Aquário foi inicialmente orçado em R$ 87 milhões e deve ser concluída, após investimento já estimados em R$ 170 milhões.

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