Pedreiro mata após deboche durante jogo de sinuca

Lúcio Borges

O pedreiro João Ramão Franco, 33 anos, foi preso acusado pelo homicídio de Pedro Batista dos Santos Neto, 44 anos, ocorrido no último domingo (21), em Porto Murtinho, região sul fronteira de Mato Grosso do Sul. A vítima, que trabalhava como corretor de imóveis e era irmão do delegado aposentado Sebastião Auro, foi assassinada devido a ‘briga de jogo’, que até nem estava participando, mas deu ‘pitaco de fora’ e zombou da cara do agressor. O provável desfecho do caso foi dado nesta nesta terça-feira (23), pela PC-MS (Polícia Civil e MS), que ouviu o então homicida no município a 454 quilômetros de Campo Grande.

Ramão em depoimento hoje, acabou confessou ou admitiu ter matado Pedro depois de ser alvo de gozação durante jogo de sinuca. “Ele disse que não gostou de algumas palavras que Pedro disse a ele durante o jogo. Ramão estava jogando com outra pessoa e Pedro teria debochado dizendo que ele jogava mal”, apontou fala do delegado João Cleber Dorneles, titular da DP de Murtinho.

Conforme Dorneles mencionou o crime não ocorreu no bar inicial da provocação, que aconteceu em um bar da cidade, sendo cometido em local diferente e já distante do inicio do caso. O agora morto Pedro, então foi embora e logo depois de acabar o jogo, Ramão e um comparsa foram atrás da vítima na fazenda que ela cuida, pois lá existe outro bar. “O objetivo era desafiar Pedro para uma partida de sinuca, a fim de esclarecer qual deles seria o melhor. No entanto, quando eles chegaram no local, Pedro se recusou a jogar e novamente teria debochado”, mencionou o delegado em dados do acusado e testemunha.

O titular da DP apontou que Ramão disse que ficou muito nervoso e deu um soco no rosto da vítima que se afastou do balcão. “Ele então correu para dentro do bar e eles entraram em luta corporal. O autor não soube precisar como eles foram parar do lado de fora ou onde pegou a faca usada no crime, pois disse que estava muito embriagado e alterado naquele momento”, relatou o homem ao delegado.

Comparsa não matou, mas será responsabilizado

Depois de matá-lo, Ramão fugiu com o comparsa. Este segundo envolvido está sendo investigado e pode responder pelo crime de favorecimento real, por ter dado fuga ao autor.

Porém, o delegado ressaltou que, conforme relato de testemunhas e de Ramão, o comparsa não teria participado da briga e apenas feito o transporte.

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