Pedra afirma que foi procurado por Amorim, mas que reafirmou apoio a Bernal

O secretário do Governo da Prefeitura Municipal de Campo Grande, Paulo Pedra (PDT), prestou depoimento esta tarde (2) no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Ele foi prestar esclarecimentos a respeito da Operação Coffee Break.

Secretário de Governo da Capital Paulo Pedra foi convocado como testemunha pelo Gaeco Foto Paulo Francis
Secretário de Governo da Capital Paulo Pedra foi convocado como testemunha pelo Gaeco Foto Paulo Francis

Paulo ressaltou que foi convidado para ir no local como testemunha do caso. “Participei de algumas reuniões para conseguir votos contra a cassação do prefeito da Capital, Alcides Bernal”, disse.

Ele lembrou que na época acredita que teria nove votos contra a cassação do prefeito, e que mantinha encontros com outros vereadores para conseguir mais 3 votos para garantir a vitória. “O que acabou não ocorrendo, ficamos em apenas seis”

O secretário revelou que uma ligação de João Amorin para ele foi a motivação do Gaeco para convocá-lo. “João Amorin me ligou, eu não atendi, depois eu retornei e deixei um recado, esse recado foi gravado na operação”, diz ao lembrar que na mensagem disse que “olha, estou e vou ficar com o Bernal até o fim, ele não vai ser cassado e ainda vai ser governador”, emendou.

Pedra fez questão de agradecer ao Gaeco pelas investigações e a operação Coffe Break que culminaram com a volta de Bernal ao comando do Executivo municipal. “Se não fosse a atuação do Gaeco a Justiça não seria restabelecida em Campo Grande”, finalizou.

Os outros ouvidos hoje foram os vereadores Ayrton Araújo, do PT, e o deputado estadual Cabo Almi, também petista.

Araújo e Almi foram ouvidos a respeito de uma ligação entre Almi e o empresário Fábio Portela. O deputado disse que a Portela teria tentado ganhar o voto de Araújo, na cassação de Alcides Bernal, mas não conseguiu. Ele ainda negou o oferecimento de qualquer tipo de vantagens.

Ayrton Araújo afirmou que foi questionado se tinha conversado com Almi sobre a ligação telefônica, e ele disse que não, e que desconhece a situação. Afirmou ainda que não conhece o empresário e que ele não teria o seu telefone.

Nesta quinta e sexta-feira devem depor mais quatro pessoas, entre elas um empresário da área da comunicação, a operadora financeira da organização comandada pelo empreiteiro João Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos.

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