“Pedimos a sensibilidade dos gestores do município e do Estado”, diz presidente sobre saúde financeira da Santa Casa 

Nádia Nicolau

Em entrevista ao Tribuna Livre desta quinta-feira (14), o presidente da Santa Casa, Esacheu Nascimento, reeleito para o triênio (2020-2023), junto à nova diretoria corporativa e os novos conselheiros de administração e fiscal, não poupou palavras para dizer que a saúde financeira do hospital está fragilizada.

“Esse ano tivemos dificuldade para receber a contrapartida do Estado e da prefeitura de Campo Grande”, disse o presidente do maior hospital de Mato Grosso do Sul. Ele explicou que os atrasos dos pagamentos causaram o desabastecimento de medicamentos e dos serviços prestados à Santa Casa.

Para que o impacto fosse minimizado para os 100 a 150 pacientes atendidos por dia, conforme Esacheu, houve um planejamento de compras e de estoque aplicado, especialmente em situações de risco.

A falta de recursos implicou na suspensão da realização de cirurgias eletivas. Mesmo com o recente retorno de pagamentos ao hospital, o presidente alertou que “corremos risco ainda, a providência divina socorre a Santa Casa, pedimos a sensibilidade dos gestores do município e do estado”, disse.

Atenção do Ministério da Saúde – Atualmente, a pasta é ocupada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta, que no passado já esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde da capital.

O presidente da Santa Casa falou que mesmo que haja um “bom relacionamento”, os repasses oriundos do Ministério da Saúde, até então, são “absolutamente insuficientes”, considerando as demandas, isso porque além de ser responsável pelo atendimento de rotina, a Santa Casa também costuma receber pacientes de outros hospitais da cidade e dos municípios do interior, o que sobrecarrega a sua capacidade.

Com esse cenário, o jeito é lançar mão de recursos privados, por meio do Plano de saúde, Centro médico e do ProntoMed, administrados pelo hospital. “Com esse recurso privado pagamos aquilo que o SUS nos dá de prejuízo”, frisou Esacheu.

No decorrer da entrevista, o presidente da Santa Casa destacou que o relacionamento, do ponto de vista financeiro, entre o hospital, Estado e município, é motivo de preocupação.

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