Pediatra diretor de maternidade destaca importância do pré-natal para evitar partos prematuros

O médico pediatra e Diretor Técnico da Maternidade Cândido Mariano de Campo Grande, Virgílio Gonçalves de Souza Júnior, participou na manhã desta sexta-feira (18), do programa Tribuna Livre, da rádio Capital 95 FM e concedeu entrevista ao Páginabrazil.com. Durante a entrevista, Souza Júnior destacou os fatores da prematuridade no Estado, já que o dia 17 de novembro é considerado o Dia Mundial da Prematuridade.

 

O parto é considerado convencional quando ocorre entre 37 e 40 semanas após a gestação, antes desse tempo é a criança nasce prematura. No Brasil 11% dos partos realizados são prematuros, número relevante que é ocasionado por vários fatores que resultam na concepção adiantada.

De acordo com Souza Júnior, o tratamento pré-natal é a ferramenta mais importante para evitar um parto prematuro. A evolução deste procedimento no Estado auxiliou também para a melhora dos parâmetros de nascimentos antecipados.

“Em 2001 Mato Grosso do Sul era considerado o pior pré-natal do Brasil. Nos últimos 10 anos houve uma melhora muito significativa em Campo Grande e Mato Grosso do Sul. Além de impedir partos prematuros contribui para a redução da mortalidade infantil, nós estamos com a mortalidade infantil em 8% a cada mil nascidos, Campo Grande é exemplo nesse aspecto, pois o Brasil está com um índice de dois dígitos. Conseguimos hoje uma boa inclusão no pre natal, a cobertura hoje é de 98%”, afirmou o médico.

O contingente de médicos pediatras é insuficiente atender a demanda de gestantes do Estado, desta forma a formação de uma equipe com a inclusão de outros profissionais para auxiliar no monitoramentos dos pré-natais é muito importante para a prevenção de qualquer ocorrência anormal durante a gravidez.

“A inclusão das enfermeiras no pré-natal é muito importante pois não existem médicos suficientes, a mortalidade materna é um fator que não pode crescer, por isso uma equipe acompanhando a grávida é muito importante”, destaca Souza Júnior.

A contenção da prematuridade com o pré-natal depende da gestante também, ela deve identificar a gravidez e procurar auxílio médico. Muitas vezes, o pré-natal da gestante tem empecilhos, pois 20% das grávidas de Mato Grosso do Sul são menores de idade, isto agrava-se na maioria dos casos com preconceito pressão da família e/ou abandono dos pais. Da soma desses fatores, o resultado é que elas tendem a não procurar o pré-natal.

“A equipe é importante em todos os aspectos. Nós pedimos para que as mulheres identifiquem a gravidez no primeiro trimestre. 20% das grávidas são adolescentes, imagine uma menor que enfrenta um situação de gravidez, muitas vezes a família por preconceito acaba pressionando a jovem. Por isso a equipe é importante, os agentes comunitários visitam a casa identificam a grávida, até chegar aos médicos e enfermeiras.”, disse o pediatra.

Segundo Souza Júnior, MS atende bem o pré-natal. O atendimento no interior necessita apenas da diagnosticação das grávidas de alto risco para que possam ser encaminhadas para unidades melhor equipadas.

“O pré-natal de risco habitual implica em pouco uso tecnologias, então todos os municípios fazem o pré-natal, mas a nossa rede está respondendo a demanda com qualidade. Mas as gestações de alto risco têm que estar qualificada e equipada para diagnosticar e encaminhar isso corretamente.”, finalizou Souza Júnior

Para maiores informações sobre a prematuridade e gestação basta acessar o Prematuridade.com ou entrar em contato com a Maternidade Cândido Mariano pelo telefone (67) 3041-4700

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