PC prende suspeito de matar e incendiar corpo de jovem musicista

Lúcio Borges

Local onde foi encontrado corpo parcialmente carbonizado (Foto: divulgação PC)

O nome ainda não foi liberado pela polícia, mas anunciado a pouco, que foi preso pela Polícia Civil, o provável namorado da musicista Mayara Amaral, 27 anos, encontrada morta, que se tornou o principal suspeito de mais um feminicídio em Mato Grosso do Sul. O rapaz que seria um tatuador, está sendo acusado de matar e atear fogo na jovem, cujo corpo foi encontrado ontem (25), na região do inferninho, região de Campo Grande, que fica na estrada saída para Rochedo. O Página Brazil noticiou no inicio da tarde que ela estava desaparecida desde segunda-feira (24), após brigar com o atual namorado, que teria conhecido há um mês, em Bonito, a 300 km da Capital. O caso violento é o terceiro registrado na cidade, em uma semana, após os crimes contra o ex-vereador Cristóvao Silveira e sua esposa, na terça-feira passada, e o garoto Kauan Andrade, anunciado sábado, que teve ainda corpo jogado no rio Anhandui e não encontrado pela policia que encerrou hoje as buscas e deve indiciar acusado por estupro e morte.

O feminicídio de Mayara será o sétimo registrado neste ano em MS – fora as milhares violências domesticas – que de acordo com o delegado Tiago Macedo, com a prisão nesta tarde de quarta-feira (26), o caso está praticamente solucionado. Ele anunciou que no fim do dia convocará uma coletiva de imprensa para falar do caso. Macedo, com uma  equipe da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), da Vila Piratininga, faz diligências com o suspeito de ter cometido o crime. Mas, a Polícia Civil não confirmou se tratar do tatuador-namorado, como sendo o suspeito preso pelo provável feminicidio, que é o crime de ódio baseado no gênero, morte de mulheres em violência domestica e pelo homem.

Amigos da vítima, que preferem não se identificar, disseram  que a jovem teria conhecido o atual namorado em Bonito, há um mês e que o namoro não teria sido aprovado por ninguém. Todos teriam achado o rapaz muito diferente de Mayara. Colegas da jovem chegaram a compartilhar avisos nas redes sociais sobre o desaparecimento, mas o corpo de Mayara Amaral foi reconhecido nesta quarta-feira (26).

Musicista foi morta com golpes na cabeça – Foto: Reprodução / Facebook

O corpo de Mayara Amaral foi encontrado nesta terça-feira (25) por peões de fazendas da região do Inferninho, ainda em chamas. O fogo que queimou parcialmente a vítima se alastrou pelas margens da estrada e mobilizou moradores da região e o Corpo de Bombeiros.

Enfim ‘achado’

A mãe da mulher contou que não conseguia contato com a jovem e que, ao procurar por uma amiga de Mayara, foi informada que a jovem tinha desaparecido no dia 24, após brigar com o namorado que a teria ameaçado de morte.

Desde então não conseguiu contato com a filha. Já ontem (terça) mandou mensagens para o celular dela perguntando onde ela estava e recebeu como resposta que estava na casa do ex-namorado, que a estava perseguindo e ameaçando de morte. Após isso, a mulher procurou a delegacia de polícia e não conseguiu mais contato com a filha, já que o celular estava desligado.

De acordo com informações da polícia, o fogo não teria sido colocado no corpo para encobrir provas, mas teria sido colocado na vegetação e acabou se espalhando e alcançando o corpo da jovem. Peões, no entanto, relataram que o fogo teria começado exatamente onde o corpo foi abandonado.

Mayara foi jogado no local vestida apenas com uma calcinha. O crânio perfurado por possíveis pancadas na cabeça seria a causa da morte. Fazendeiros que passavam pela região disseram aos militares, que por volta das 16h, já havia fogo na região. Uma das testemunhas viu que, por volta das 17h20, o fogo se alastrou e sem sinal de telefonia no local, precisou seguir rumo a área central para conseguir acionar para a PM e Corpo de Bombeiros.

Moradores da região disseram que não notaram nenhuma movimentação estranha antes de a vítima ser encontrada.

Conhecida na Capital

A violinista, Mayara se formou no curso de música da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e integrou o quarteto Pétalas de Pixe, formado apenas por mulheres com produção de pop-rock regional. Ela fez mestrado em Música da UFG (Universidade Federal de Goiás), onde pesquisou o trabalho de compositoras brasileiras para violão da década de 1970.

A jovem ministrava/ensinava música e fez varias apresentações musicais pela UFMS, bem como pelo quarteto Pétalas de Pixe.

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