Parlamento sul-coreano aprova processo de impeachment da presidente

O Parlamento da Coreia do Sul aprovou nesta sexta-feira (9) a destituição da presidente Park Geun-Hye, envolvida em um escândalo de corrupção que paralisou sua administração e provocou grandes protestos em todo o país.

Park Geun-hye ao lado de Dilma Roussef: Unidas pelo processo de impeachment

Park é a primeira liderança democraticamente eleita da Coreia do Sul a ser demitida do cargo.

Aprovado por 234 votos a favor ante 56 contrários, o impeachment transfere imediatamente os poderes de Park ao primeiro-ministro, à espera da decisão do Tribunal Constitucional, que deve ratificar ou invalidar a decisão parlamentar.

O processo de impeachment será submetido agora ao Tribunal Constitucional do país, que terá até 180 dias para decidir. Park será formalmente destituída do cargo se seis dos nove juízes do tribunal apoiarem a decisão. Nesse caso, o país deverá realizar novas eleições no prazo de 60 dias.

Durante o julgamento, no entanto, Park poderá permanecer na residência presidencial e receberá seu salário normalmente.

Enquanto a votação acontecia, centenas de pessoas protestavam nas proximidades do Parlamento para pedir o impeachment de Park, que durante a campanha se apresentou como uma candidata incorruptível e “casada com a nação”.

O caso que abalou o meio político sul-coreano envolve a amiga íntima da presidente Choi Soon-sil, que foi acusada de ter utilizado a relação para enriquecer e influenciar as decisões políticas.

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