“Parece que ganhei na loteria” afirma consumidora que realizou acordo no Resolva Já do Procon e CDL

Descontos nas negociações do Resolva Já, do Procon Estadual e CDL, chegaram a 99,62 por cento

Após oito dias de intensos trabalhos com atendimento de 514  consumidores  e saldo positivo de cerca de 70% de acordos homologados na segunda edição da ação denominada “Resolva Já”, que foi iniciativa da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão da Secretaria de Estado  de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast  em parceria com  a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL Campo Grande, apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e participação de bancos e empresas concessionárias de serviços públicos, a  avaliação, de maneira geral, é que a conveniência do evento é das melhores possíveis.

A  maioria dos consumidores satisfeitos tem relação com a rede bancária, tendo havido redução de débitos em até 93,69% como é o caso da senhora Ana Paula Ferreira de Lima, cujo débito com duas  empresas distintas, atingia o montante de R$ 12.012,10. Um dos valores era de R$ 3.156,00 sendo reduzido para R$ 199,00 enquanto o outro de R$ 8.856,10 e, após a negociação, caiu para R$ 643,50 e, com um detalhe, possibilidade de pagamento em 20 parcelas. Nesse caso, o acordo ocorreu junto ao Banco Itaú.

Vários outros casos merecem destaque. A senhora Elizabeth Lira Silva, professora, que em função de problemas financeiros enfrentados acumulou uma dívida de  R$ 41.268,00 junto ao Banco Itaú, conforme consta no termo de  audiência e conciliação, tendo conseguido  redução de  97,3% e  parcelamento da dívida em seis vezes à partir de janeiro próximo. Com isso, vai quitar o compromisso no total de  R$ 1.119,97 em parcelas de  R$ R$ 186,67.

Satisfação, também, demonstrou a consumidora Edmarcia Maria Soares.  No acordo feito, conseguiu, praticamente, zerar a dívida.  Do montante de  R$ 45.300,10 pagou R$ 173,63 como quitação do compromisso, ou seja, obteve 99,62% de desconto. “Foi difícil de acreditar. Foi como se tivesse ganho um prêmio de loteria. Não pode haver satisfação maio. Acho que esse tipo de ação deve se repetir muito mais vezes”, afirma a consumidora.

Houve  vários outros acordos considerados  de menor valor econômico mas, cuja importância é tida como vital no dia a dia do consumidor. A senhora Maria Dirce Coelho, idosa, por exemplo, devia, segundo suas declarações, mais de  três mil reais e estava com o fornecimento de água interrompido há mais de sete meses. “Eu não teria condições de  pagar e não sei como seria minha vida  sem água em casa por mais tempo. Felizmente veio esta oportunidade e consegui resolver minha situação. Saio satisfeita”, declarou a consumidora.

O acordo realizado ficou em uma entrada de  R$ 300,00, uma prestação de  R$ 50,48 e mais 64 parcelas de  R$ 44,96. Ela entende que, além da parcela mensal terá que pagar também o consumo mas afirma que vai valer o sacrifício.  Do total de atendimentos,  a maioria (134) foram demandas com a Energisa, seguida  pelo Banco do Brasil  com 94, Aguas Guariroba (90), Caixa Econômica (78) Banco Itaú (62) e Santander (56).

O superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, evidenciou a importância ímpar a realização de ação desse teor nesta época em que se aproximam as festas de fim de ano, até como forma de liberar o cidadão para aquisições necessárias neste período. “Trata-se de uma maneira de  resgatar  a dignidade do consumidor e  abrir oportunidade para novos negócios. Houve a demonstração de que o cidadão não quer acumular dívidas. O que falta para regularizar a situação são oportunidades”.

Adelaido Vila, presidente da CDL Campo Grande se  demonstrou satisfeito com os resultados. “Superou o que esperávamos, o que demonstra que o Resolva Já foi uma ação acertada e que, para  a população,  trouxe oportunidades que dificilmente  acontecem”. Já, a assessora técnica do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos – Nupemec, do Tribunal de Justiça, vê na ação a “oportunidade de  desjudicializar elevado número de processos e, assim, agilizar os acordos. É uma forma de reconquista da dignidade das pessoas”.

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