Paralisada obra de sede para PGE que desmatou área no Parque dos Poderes

Paulo Correa_1O desmatamento de uma área da reserva do Parque dos Poderes será amplamente debatida e uma obra que seria executada foi paralisada a partir desta quarta-feira (15), após reunião hoje entre deputados estaduais e direção da PGE (Procuradoria Geral do Estado). O resultado mais imediato, veio após denuncia feita na AL-MS (Assembleia Legislativa de MS), que levou o deputado Paulo Correa (PR) a usar a tribuna na última quarta-feira (8), para cobrar explicações do governo do Estado, responsável pela área, e da própria Casa de Lei, para verificar e convocar reunião, sobre a destruição já realizada, bem como tratar de todo o Meio Ambiente local. Hoje, se ratificou quem foi o responsável do estrago já realizado, bem como houve a paralisação da ação e tratado de se proibir em continuar a mexer no local.

Correa, na semana passada, como o Página Brazil publicou, não tinha certeza, mas aventou que o próprio poder público, seria o responsável, para construir a sede da PGE. O parlamentar revelou, após reunião nesta manhã, com Procurador Geral, Adalberto Neves Miranda, que se confirmou que a obra é mesmo da Procuradoria, que paralisou a ação, “pois afirmou erro da empresa que faria a sondagem do local para metragem inicial e acabou por já desmatar 600 metro quadrados”, disse.

O parlamentar falou a imprensa que o Procurador ficou preocupado com a questão, onde afirmou que viram o erro, após denuncia e já determinou parar a ação no local. “Outro resultado do encontro, onde houve acordo unanime, e apoio a propostas, que seja encaminhado uma conversa com o governo para ampliar discussão sobre todo o Parque e para revisão da obra, ao lado da AL-MS, onde se projetou a sede da PGE, e se escolha entre outros três locais, que já podem receber uma construção e não precisa retirar a mata do Parque”, revelou Correa.

O deputado, que encampou a questão, comentou que como ele fez a denúncia, foi quem falou no encontro, mas que com anuência de todos os deputados presentes e do Procurador, se definiu que a sede da PGE é importante, mas pode não ser no local, avaliando o juízo de valor da construção, que afetará além do Meio Ambiente, mas a estrutura predial da entrada do Parque. “Já acordamos que será paralisada, até verificar condições do local, ou mesmo aprovamos nossa proposta de tratar e sensibilizar o governo, que é quem executa a obra, para que faça a construção em outras áreas já abertas, que tem pelo menos três, até maior ou na medida da obra, não necessitando retirar a mata para o prédio e seu redor que teria mais espaço vazio. Temos que mostrar outro juízo de valor do local para o bem do Meio Ambiente e da desconfiguração da área, que já vem sendo feita ao redor e se atingir até dentro, será o fim. Precisamos é fazer ao contrario, preservando e ampliando, pois após sua criação há 37 anos, nada foi feito”, apontou Correa.

Áreas e mais discussão

O deputado afirmou que da reunião também já se surgiu ou lembrou das áreas que ainda podem ser ocupada por este empreendimento, como ainda em outros se necessário. “Como em um dialogo surgem mais ideias, tivemos as sugestões ou lembrança a ser mostrada ao governo que a sede da PGE pode ser em áreas já abertas ao lado do MPE e da Fertel, dentro do Parque, como ainda extra parque, ao lado da Receita Federal, mas que já compõem grande largo de órgãos públicos também, federal e estadual”, revelou Correa.

Correa também comentou que da reunião, se tirou ainda “uma meta de se ampliar a discussão e criar uma APP (Área de Preservação Permanente) do Parque dos Poderes, para não haver nenhum outro ‘erro’ no local ou margem de maior destruição da área. Todo ano tem gente vindo querer desmatar, tirar pedaço da área, que não vai fazer estrago, como conseguimos barrar a vinda ao lado da Faculdade de Direito da UFMS, que impactaria muito a região”, finalizou.

Denuncia

Um visível desmatamento da reserva do Parque dos Poderes foi denunciada na AL-MS (Assembleia Legislativa de MS), onde o deputado cobrou da tribuna uma posição da Casa de Lei sobre a abertura de uma área ao lado da própria AL-MS, que segundo ele preocupa pelo Meio Ambiente a ser preservado, bem como por não haver nada de referencia a quem ou ao que será feito no local.

O parlamentar subiu a tribuna para falar do assunto, chamando atuação da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Legislativo para buscar sobre toda a situação. Ele posteriormente disse imprensa, que foi informado extra-oficialmente, que o caso envolve até um órgão público do Poder Judiciário que irá construir novo prédio.

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