Para professores prefeitura faz ‘biquinho’; alunos estão sem aulas há 38 dias

Em decorrência das duas representações no Ministério Público Estadual em que entraram contra a Prefeitura de Campo Grande, os professores do Sindicato Campo Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), afirmam que a gestão se recusa a apresentar uma proposta para cumprir a lei de reajuste salarial de 13.01%.

Em assembleia, professores decidiram manter movimento.
Em assembleia, professores decidiram manter movimento.

Na última sexta-feira (26) o secretário de governo, Paulo Matos, havia se comprometido em enviar uma proposta a categoria, no entanto de acordo com o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, a conversa só teria sido um artifício para ganhar tempo e nenhuma proposta foi apresentada.

Para o dirigente, a categoria não agiu de forma precipitada ao fazer as representações contra o prefeito no MPE. “De qualquer forma ele não tinha uma proposta para apresentar. Se quisesse negociar, teria nos chamado antes. Nós não poderíamos ter feito essas representações antes porque em um processo de greve é preciso cumprir etapas e nós esgotamos todas as formas de diálogo antes de buscar a Justiça”, ressalta.

“O procurador-geral adjunto, Paulo Passos, disse que vai fazer uma discussão com os gestores mas não sabemos quando”, afirma Gonçalves. Segundo ele a Prefeitura está com birra, “nós já sinalizamos que esses 13% podem ser divididos em 10 vezes e fica fácil deles pagarem mas eles preferem fazer biquinho”.

De acordo com Gonçalves, o último levantamento aponta que oito escolas estão em greve, 62 mantém atividades parcialmente e 21 estão trabalhando normalmente.

Segundo a prefeitura apenas duas escolas estão paralisadas, 45 funcionam normalmente e 47 tem atividades parciais.

A greve chegou hoje (1) ao 38° dia sem previsão de término.

Luana Campos

 

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