Para presidente da FIEMS, mesmo devagar crescimento econômico está andando

Nádia Nicolau

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), Sérgio Longen, durante entrevista ao Tribuna Livre, nesta segunda-feira (16), explicou que, embora o crescimento econômico do país esteja lento, está acontecendo.

Ele declarou que, em termos de exportação do Estado, a celulose é a responsável pelo destaque nesse cenário, seguida pela venda de carnes. “Mais de 13% em relação a 2018”, disse Longen.

Segundo informações da própria FIEMS, a celulose já responde por quase 60% da receita de US$ 2,14 bilhões obtida com as exportações de produtos industrializados de MS – de janeiro a julho deste ano – com um montante de US$ 1,26 bilhão.

Vale destacar também que, na semana passada, o Ministério da Agricultura informou que mais 25 frigoríficos brasileiros foram autorizados a vender carne para a China, dois deles são de Mato Grosso do Sul, das cidades de Iguatemi e Rochedo.

Setor econômico e as reformas

Na avaliação de Sérgio Longen, para a base da economia brasileira ganhar sustentação, o setor necessita passar pelas reformas que estão em tramitação no Congresso Nacional.

O avanço da reforma da Previdência – que agrega a PEC Paralela, permitindo que os Estados e os municípios adotem em seus regimes próprios de previdência social as mesmas regras aplicáveis ao regime próprio da União), quanto a reforma Tributária “demostra para os investidores que o Brasil começa a andar”, disse o presidente da FIEMS.

Existe qualificação, mas procura é baixa

A exigência do mercado de trabalho por profissionais cada vez mais qualificados está na contramão da realidade, segundo o presidente da FIEMS. Ele disse que o que não falta são cursos, inclusive gratuitos, que possibilitam a prática de habilidades que os setores do comércio, indústria e agro tanto buscam nos profissionais para o preenchimentos de vagas.

“Não há procura”, frisou Longen. O presidente associou a falta de interesse nos cursos profissionalizantes, nas palavras dele, à cultura do “assistencialismo extremo”, e que a defesa do trabalho é vista como exploração.

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