Para pedir garantia de jornada de trabalho prevista em lei, assistentes sociais ocupam a Câmara Municipal

Da Redação

Assistentes sociais ocuparam a Câmara de Vereadores de Campo Grande nesta terça-feira (12), pedindo a efetivação da legislação que garante jornada de trabalho de 30 horas.

Foto: Renata Volpe

Segundo a presidente do Conselho Regional de Serviço Social, Alana Goulart, na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) recebeu um comunicado informando sobre a alteração no decreto, passando de 30 horas para 40 horas, a jornada de trabalho da categoria.

“Houve um problema jurídico com decreto de lei anterior que não partiu do Executivo para o Legislativo, fez caminho inverso. A procuradoria jurídica do município entendeu que não poderia continuar com aquele decreto”. O decreto estadual é de 2012, mesmo tendo a legislação federal em 2010.

Conforme Alana, a Legislação não é recente. “Existe desde 2010. A lei federal garante jornada de 30 horas para a categoria. O município de Campo Grande tinha implantado desde 2012 e semana passada a Sesau recebeu um C.I [Comunicação Interna] informando a revogação”, detalhou.

A presidente do Conselho informou ainda que a categoria constituiu uma comissão permanente para garantir seus direitos. “Tivemos audiência no gabinete do prefeito que apresentou minuta de um projeto de lei e não decreto que, pode ser revogado a qualquer momento para garantia da jornada de trabalho”

Alana reforçou que a legislação que ampara a jornada de 30 horas semanais é federal “Todos os empregadores devem se adequar a lei. Quando nossa legislação foi sancionada, independente se o concurso foi para 40 horas, os empregadores deveriam ter adequado nossa jornada com a legislação.Apesar de ter nove anos, temos que enfrentar isso.

Estamos aqui para sensibilizar a Câmara até porque o projeto de lei tem que ser aprovado aqui”, finalizou. Em Mato Grosso do Sul são 3,2 mil assistentes sociais.

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