Para Lula, Moro deve abrir celular à PF e ‘um dia terá que pedir perdão’

VEJA/JP

O ex-presidente Lula e o ministro Sérgio Moro (Foto: Nelson Almeida/AFP e Leonardo Benassatto/Reuters)

De dentro da  Superintendência da Policia Federal, em Curitiba, onde está preso desde abril de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha as divulgações de diálogos vazados envolvendo membros da força-tarefa da Lava Jato, que são considerados por sua defesa como uma prova de que sua condenação foi proferida com parcialidade pelo ex-juiz Sergio Moro.

Em entrevista para o portal Sul21, publicada nesta quarta-feira 3, Lula disse que Moro irá “desmilinguir” por conta dos vazamentos e deveria entregar seu celular à Polícia Federal para análise. Segundo ele, o ex-juiz um dia “vai ter que pedir desculpas à sociedade brasileira”.

“Estamos vivendo um momento sui generis no Brasil. O Moro está se transformando em um boneco de barro. Ele vai se desmilinguir. Como Moro e a força tarefa da Lava Jato, envolvendo procuradores e delegados da Polícia Federal, inventaram uma grande mentira para tentar me colocar aqui onde estou, eles agora têm que passar a vida inteira contando dezenas e dezenas de mentiras para tentar justificar o que eles fizeram”, declarou o ex-presidente.

“O Moro deveria mostrar que é um homem decente entregando o celular dele à Polícia Federal que é subordinada a ele. O Dallagnol poderia entregar o celular dele. Enquanto está sob suspeita, o Moro poderia pedir licença do Ministério da Justiça e não ficar se escondendo atrás do cargo”, avaliou Lula em outro momento da entrevista.

O ex-presidente disse, ainda, que Moro um dia terá que pedir perdão à sociedade brasileira: “O seu Moro tem que ter a coragem de dizer a verdade. Ele, um dia, nem que seja no dia da extrema-unção, vai ter que pedir desculpas à sociedade brasileira pela mentira desvairada que ele contou ao meu respeito. É só isso que eu quero. Quem roubou neste país que vá pra cadeia, seja pequeno, grande ou médio. Mas quem é inocente tem que ser absolvido”.

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