Para criar comissão contra Olarte serão precisos votos de 20 vereadores

Vereadores votaram pelo quorum qualificado – dois terços – para a votação da abertura da Comissão Processante contra o prefeito Gilmar Olarte (PP), nesta manhã (11) durante a sessão da Câmara. Foram 19 votos a favor do quorum qualificado; contra 8 votos a favor do quorum simples. Com isso, para criação da Comissão serão necessário pelo menos o voto de 20 parlamentares.

Foto Silvio ferreira
Foto Silvio ferreira

Paulo Pedra (PDT) defendeu parecer de que seria necessário quórum simples para investigar o prefeito. “Não se trata de cassar, mas cumprir o papel fiscalizador. Não tenho dúvida de que a maioria deveria ser simples, com 15 votos”.

Por outro lado, Airton Saraiva (DEM) pontuou que deveria ter mantido o princípio da simetria jurídica, semelhante ao que aconteceu durante o processo de cassação do ex-prefeito Alcides Bernal.

Ele ainda pontuou que a Constituição Federal, do Estado e o regimento interno da Câmara Municipal preconizam a necessidade de voto favorável de 2/3 para que a processante possa ser iniciada. O democrata foi bastante vaiado por professores em greve e integrantes do movimento de cultura, presentes no plenário.

Aos gritos de “golpistas”, “hipócritas” e “olha o café”, os manifestantes tentaram, em vão, reduzir o número necessário de votos para a abertura da Comissão Processante. Com isso, ficou mantido quórum qualificado, que requer votos de 20 vereadores para que a investigação possa ter início.

Os parlamentarem que votaram à favor do quorum eleito, o qualificado: Wanderlei Cabeludo (PMDB), Carla Stephanini (PMDB), Dr.Loester (PMDB), Magali Picarelli (PMDB), Chiquinho Telles (PSD), Delei Pinheiro (PSD), Coringa (PSD), Flavio César (PTdoB), Otávio Trad (Pt do B), Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Betinho (PRB), Saraiva (DEM), Franscisco Luis Saci (PRTB), Carlos Augusto Borges (PSB), João Rocha (PSDB), Herculano Borges (SD) e Engenheiro Edson (PTB).

O presidente da Casa, Mario César (PMDB), vota apenas em caso de empate e o vereador Edil Albuquerque (PMDB), não participou da sessão devido viagem particular.

Os vereadores que votaram à favor do simples foram: Thais Helena (PT), Alex (PT), Eduardo Romero (PT do B), Airton Araujo (PT), Luiza Ribeiro (PPS), Cazuza (PP) e José Shadid ( sem partido).

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