Para chegar à final, Inter aposta em ‘setor de ouro’ para eliminar ídolo

O Internacional não precisa nem vencer o Tigres-MEX para chegar à final da Copa Libertadores 2015, mas isto não muda a estratégia para o jogo desta quarta-feira (22) em Monterrey – saiba tudo sobre a partida.

Sob o comando de Diego Aguirre, o Colorado lançará mão de sua arma mais perigosa no ano para fazer valer o gol qualificado: o ataque composto por D’Alessandro, Valdívia, Sasha e Nilmar.

O quarteto virou o ‘setor de ouro’ do time e grande diferencial ao longo da competição.

Quarteto ofensivo do Inter tem mais de 60% dos gols do time. Valdívia é artilheiro (Foto: Alexandre Lops/Inter)
Quarteto ofensivo do Inter tem mais de 60% dos gols do time. Valdívia é artilheiro (Foto: Alexandre Lops/Inter)

Dos pés deles saíram 14 dos 22 gols marcados pelo Inter na Libertadores. Ou seja, 63% do poderio de fogo do melhor ataque da competição estará em campo no estádio Universitário.

Os números só reforçam um pensamento coletivo no Colorado: o time até pode sofrer gol, mas provavelmente vai marcar. E marcando, aumenta sua vantagem e cria mais desespero no Tigres.

Em Porto Alegre, com marcação pressão e início avassalador – outra marca dos grandes jogos da equipe na temporada, D’Ale e Valdívia precisaram de tão somente 10 minutos confirmar o status de melhor setor do Inter de Diego Aguirre.

Não foi à toa que o uruguaio preservou os jogadores que atuam no ataque. Durante os mais de 45 dias entre as quartas e a semifinal, nenhum dos quatro jogadores atuou com a mesma intensidade e frequência de antes.

A ironia do confronto é: um ataque forte contra um rival reforçado por atacantes de nome. Antes de André-Pierre Gignac espantar o mundo do futebol e trocar a Europa pelo México, Rafael Sóbis já dava as cartas no Tigres.

Ídolo dos colorados, o atacante tem quatro gols e forma com Joffre Guerrón o ataque explosivo, segundo a mídia local.

O discurso do Inter, mesmo fragmentado para não parecer tão óbvio, confessa. Segundo melhor time no quesito gols marcados como visitante na Libertadores (atrás somente de Boca Juniors e do próprio Tigres), o Colorado só tem um dilema.

Esperar para soltar toda sua força ofensiva ou começar desde o apito inicial em cima, sob pena de ficar com menos fôlego no fim. Seja como for, será ataque contra ataque. E quem vencer, pegará o River Plate na final.

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