Pais pedem Justiça em caso de bebê que sofreu queimadura grave em hospital

Jefferson Parreira

Pais da bebê de quatro meses, que sofreu queimaduras de 2º grau no último dia 27, pedem Justiça no caso que deixou um dos pés e parte da perna da criança feridos, durante um atendimento no Hospital Infantil São Lucas, em Campo Grande.

Pé esquerdo da criança ficou gravemente ferido (Foto: Divulgação/Família)

Pai da menina, contou ao Página Brazil, que busca responsabilizar a unidade hospitalar, requerendo, no mínimo, uma penalidade aos responsáveis pelo atendimento da criança.

De acordo com a mãe da bebê, a filha vomitava e precisou ser levada ao hospital por volta das 13h daquele dia. Na unidade, a criança foi atendida, primeiramente, por um médico plantonista, que receitou um medicamento via oral, e disse que, caso a mãe não conseguisse ministrar o remédio, poderia voltar ao hospital para que fosse ministrado por meio de injeções na veia.

Sem sucesso na administração do medicamento, a mãe retornou à unidade por volta das 18h40, e disse que foi atendida por uma enfermeira chamada Carmen. A enfermeira não conseguiu encontrar a veia da bebê e chamou uma segunda profissional, chamada Milena que, também sem sucesso, precisou chamar uma técnica de enfermagem, que não teve o nome divulgado.

Após três tentativas frustradas, a enfermeira Milena, ainda de acordo com a mãe da bebê, usou compressa com luva e água quente, que acabou queimando, gravemente, o pé esquerdo da menina.

Após o ocorrido, a mãe conta que pediu para que colocassem no relatório de plantão o incidente, e solicitou uma cópia do documento, mas o hospital teria negado, permitindo apenas que o papel fosse fotografado. (Veja imagens do registro no final desta matéria)

Ao Página Brazil, o delegado titular da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente), Paulo Sérgio Lauretto, disse que o processo será encaminhado para o Juizado Especial Criminal.

Procurado pela reportagem, o Hospital Infantil São Lucas disse que não vai se pronunciar.

Abaixo, fotos do relatório de plantão, realizadas pela mãe da vítima:

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