Pai endividado tenta vender filho de 4 meses pelo Facebook e é preso

Funcionários do serviço social da Prefeitura de Campo Grande descobriram na tarde de ontem (5) que um jovem de 26 anos, que não teve a identidade divulgada, tentou vender o filho de 4 meses por R$ 3 mil. A negociação aconteceu por site de rede social e aplicativo de celular e o bebê seria entregue a uma estudante de direito em São Paulo.

Imagem Ilustrativa
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De acordo com o delegado Mário Donizete, da Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), o pai do bebê trabalhou de segurança para um candidato em São Gabriel do Oeste e está preso em Campo Grande. Já a mãe do menino, de 22 anos, e a avó materna descobriram a negociação somente na noite de terça-feira (4). A família, que ainda é composta por uma menina de 5 anos, morava em São Gabriel do Oeste e estava de mudança para São Paulo, na tentativa de novas oportunidades. Parentes da mulher tinham conseguido trabalho para o segurança.

Na cidade do interior, eles estavam em dificuldade financeira e como o candidato que o homem trabalhou perdeu as eleições, o futuro não seria de melhorias.

Os três adultos e as duas crianças saíram da cidade do interior nesta quara-feira. Antes de embarcarem no ônibus, na terça-feira à noite (4), o pai contou a toda família sobre a venda do filho. Marido e mulher brigaram muito, segundo foi informado à Polícia Civil.

Ao chegarem em Campo Grande, eles não tinham mais dinheiro para seguirem até São Paulo. A situação deplorável fez com que ligassem para o serviço social da prefeitura para pedirem ajuda.

O delegado ressalta, que o homem relatou também, que as dívidas se acumularam, pois ele teria ficado desempregado. Ele trabalhava como segurança e locutor de um político de São Gabriel, mas perdeu o emprego após as eleições. O valor de R$ 3 mil seria equivalente a uma dívida que ele teria em São Gabriel com aluguel atrasado e demais despesas.

Ele foi preso em flagrante pelo artigo 236 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que diz “prometer entregar o filho mediante recompensa”. O delegado arbitrou fiança de um salário mínimo, que foi reduzido a R$ 200. Mesmo assim, ele afirma não ter dinheiro para pagar.

A esposa que sofre de epilepsia, a vó e os filhos serão abrigados no Cetremi (Centro de Triagem e Apoio ao Migrante) , em Campo Grande. A polícia agora trabalha para identificar a mulher que compraria a criança.

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