Outubro Rosa: Um exemplo de fé e superação de alguém que venceu o câncer

Resignação foi um fator de grande influência na vida de Regina (Foto: Arquivo Pessoal)
A resignação foi um fator de grande influência na vida de Regina (Foto: Arquivo Pessoal)

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais atinge as mulheres em todo o mundo. Por ano, mais de 500 mil morrem por conta da doença. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que sejam diagnosticados anualmente, mais de 50 mil casos só no Brasil, o que se converte em um risco de 56 casos a cada 100 mil mulheres. O Outubro Rosa veio para motivar o cuidado da mulher com a sua mama e mostrar a importância do diagnóstico precoce.

A funcionária pública contou sua história no Parque das Nações Indígenas (Foto: Elivelton Almeida)
A funcionária pública contou sua história na luta contra o câncer (Foto: Elivelton Almeida)

A equipe do Página Brazil conversou com a Regina Célia, funcionária pública, de 45 anos, que lutou contra o câncer de mama e atualmente faz o tratamento de recuperação hormonal. Sorridente, esperançosa e otimista, Regina conta a sua história de fé e superação na luta contra a doença.

Por que eu?

A funcionária pública afirma ter sido arrasador o momento em que recebeu a notícia do câncer. Por cuidar da saúde, alimentação, praticar atividades físicas e não ter casos da doença na família, Regina conta que a princípio não entendia o porquê fora diagnosticada com o câncer de mama.

Confira a entrevista:

 

Com conformidade ela não se deixou levar pelo coitadismo. No início, Regina questionava o porquê passava por aquilo, mas a fé e a resignação fez com que a funcionária pública aceitasse o momento e mudasse a pergunta. “Para que eu? Para que essa doença veio na minha vida?” Conta.

Tratamento

A acupuntura é uma técnica chinesa que se resume na aplicação de agulhas em pontos definidos. Essa técnica ajudou Regina a superar os efeitos colaterais provocados pela medicação da quimioterapia. Para ela, o resultado do efeito terapêutico amenizava as consequências que a ingestão dos medicamentos provoca no organismo da pessoa com câncer. “A cada quimioterapia, eu renascia.”

Autoestima

Ela relata ter descoberto uma nova mulher no seu interior e contou que a dança do ventre e o apoio das dançarinas fez com que ela se sentisse acolhida.

Regina foi idealizadora do projeto que arrecada lenços para a Rede Feminina de Combate ao Câncer (Foto: Arquivo Pessoal)
Regina foi idealizadora do projeto que arrecada lenços para a Rede Feminina de Combate ao Câncer (Foto: Arquivo Pessoal)

“No momento em que a gente perde cabelo, perde a sobrancelha, o rosto fica completamente diferente. A aula de dança do ventre foi o que me ajudou a encontrar o meu sagrado feminino”, lembra.

Apesar de ter a aparência e a vaidade abaladas, Regina não teve sua autoestima afetada. Ela acredita que a beleza não estava na aparência, tampouco no cabelo. “Eu passei por isso para perceber que existe vida inteligente sem cabelo.”

Valorização

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Ariana Declerck, sobrinha de Regina, fez ensaio no estilo pin-up (Foto: Arquivo Pessoal)

O momento em que a funcionária pública se encontrava, fez com que despertasse um novo olhar para a vida. Regina passou a valorizar as coisas essenciais, a natureza, o amor, a forma de viver. A tristeza não chegou e não fez mais uma vítima. Regina Célia é um exemplo de que a fé e o otimismo são preponderantes na luta contra o câncer de mama.

 

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