Além do desfile, outro protesto contra Temer pede novas eleições em Brasília

7set2016-manifestantes-segura-cartazA manhã de quarta-feria, 7 de setembro, em Brasília, como em diversas outras cidades do Brasil, foi de protesto contra Temer e seu atual Governo Federal, onde se pediu também novas eleições para o País. Além de manifestações “Fora Temer” dentro do desfile da Independência, em arquibancada na Esplanada dos Ministérios, próximo ao presidente Michel Temer, que até interrompeu momentos do cerimonial, outro ato contra o governo, aconteceu do lado oposto ao desfile que marca o Dia da Independência. A organização apontou que até 5 mil pessoas participaram do ato, que após o desfile, os manifestantes seguiram em caminhada até o Congresso Nacional. A Polícia colocou um número irrisório.

Ao todo, mais de 90 entidades se posicionaram contra o governo Temer e questionavam a legitimidade da tomada de poder, que classificam como golpe. A concentração foi marcada para as 8h30, pouco antes do início das celebrações de 7 de setembro, agendadas para as 9 horas. Os manifestantes reuniram-se no Museu Nacional, fizeram cartazes e começaram a gritar palavras de ordem por volta das 9h. A movimentação foi tranquila no início da manhã. Um grupo estendia quatro faixas com os dizeres: “Fora Temer, eleições já”, deixando-as visível para quem descia o Eixo Monumental em direção ao Congresso Nacional. “O ato faz parte de uma série de ações contra o governo. Não concordamos com as propostas para diversas áreas, como educação, comunicação”, diz Breno Lobo, do movimento Juventude em Luta.

O protesto foi convocado pelas redes sociais, recebeu mais de 4 mil confirmações e 4,6 mil manifestaram interesse no ato pelo Facebook, em Brasília. Ações semelhantes foram convocadas em outras cidades do país. A manifestação “Fora Temer”, une-se, este ano, ao Grito dos Excluídos, protesto tradicional de 7 de Setembro, que reúne movimentos sociais em busca de visibilidade e melhores condições de vida.

“Neste ano, o nosso lema é Fora Temer, nenhum direito a menos. Vamos deixar claro que não sairemos das ruas”, diz Wilma dos Reis, uma das organizadoras do ato. Em frente a um cartaz do coletivo #Mulherespelademocracia, ela diz que os direitos das mulheres estão ameaçados por diversas medidas do atual governo. “É um governo de homens, héteros e brancos, onde a mulher é vista apenas como decorativa nos altos cargos”.

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Palanque oficial com presidentes dos três poderes

No desfile

Uma semana após ser efetivado no cargo, o presidente Michel Temer participou nesta quarta-feira do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Temer tornou-se presidente efetivo no último dia 31, após a ex-presidente Dilma Rousseff sofrer um processo de impeachment no Senado.

Parte do público presente ao desfile entoou gritos de “fora, Temer” na chegada do presidente à tribuna de honra de onde ele assistiu ao evento. A arquibancada de onde partiu o protesto está posicionada próxima à do presidente, do lado oposto da pista da Esplanada dos Ministérios por onde passará o desfile. Uma pequena parte do público na arquibancada aplaudiu o momento da chegada do presidente.

O atual presidente não fez, como os demais presidentes, a sua passagem em carro aberto como chefe da Nação e das Força Armadas. Ele abriu oficialmente o desfile do 7 de

Em 2015, mesmo com protesto a ex-preidente Dilma não deixou de percorrer o trageto (foto: Dida Sampaoio - o Estadão)
Em 2015, mesmo com protestos, a ex-presidente Dilma fez trajeto (Foto: Dida Sampaio/Estadão)

Setembro às 9h15, somente do palanque. Na cerimônia, o comandante militar do Planalto pede autorização ao presidente para dar início ao desfile. “Autorização concedida”, foram as únicas palavras de Temer ao microfone.

A imensa contradição

Os números de manifestantes nunca vai ser exato e tende sempre ser diminuto pelos dados oficiais, ainda mais na forma de protesto atual contra o governo. Mas, esse números chegam a ser hilários e de imensa contradição.

Já pelo fim do manifesto, por volta das 11 horas, a Polícia Militar estimava 600 pessoas em frente ao Museu da República. Para os organizadores, o ato reunia cerca de 5 mil manifestantes. (Com informações da Agência Brasil)

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