Oscar 2019: 87 países disputam vagas na categoria de filme estrangeiro

Estadão Conteúdo/VEJA/JP

Beatriz (Bruna Linzmeyer) durante cena do filme O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues (Globo Filmes/Reprodução)

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista com os 87 países que submeteram seus longas-metragens para concorrer a uma vaga na categoria de melhor filme em língua estrangeira do Oscar 2019. Desse número, cinco serão escolhidos para participar da premiação.

Diferentemente de outras categorias, nem todos os membros da Academia responsável pela premiação são obrigados a votar. Participam somente aqueles que se comprometerem a assistir a pelo menos 12 filmes participantes.

Neste ano, o longa escolhido para representar o Brasil foi O Grande Circo Místico, do diretor Cacá Diegues. Seu enredo gira em torno de uma família circense e atravessa cinco gerações de sua história a partir da perspectiva de Celavi (personagem de Jesuíta Barbosa), um mestre de cerimônias que nunca envelhece.

Um dos favoritos na disputa é Roma, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón. O filme, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, tem o enredo baseado em memórias de infância do diretor, na Cidade do México. Cuarón já foi vencedor do Oscar de melhor diretor em 2014, pelo seu trabalho em Gravidade. Produzido e distribuído pela Netflix, o longa tem previsão de passar pelos cinemas brasileiros antes de ser disponibilizado no serviço de streaming. Ainda não foi definida uma data de estreia.

Outros filmes que tiveram destaque em festivais internacionais também participam da corrida. Assunto de Família, obra escolhida para representar o Japão, foi o grande vencedor do Festival de Cannes; o belga Girl, longa de estreia do diretor Lukas Dhont, foi premiado no mesmo evento. Com 100% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, o suspense dinamarquês A Culpa, do também estreante Gustav Möller, foi amplamente elogiado no Festival de Sundance, nos Estados Unidos.

Os cinco indicados para a categoria de melhor filme serão definidos em duas fases: um comitê irá escolher seis dos 87 longas submetidos, através de uma votação comum. Os títulos selecionados formarão a lista de finalistas, junto com outros três títulos escolhidos por um comitê executivo da instituição. Depois disso, os nove longas serão assistidos pelo comitê inicial, que definirá os cinco concorrentes.

Os finalistas ao Oscar serão anunciadas em 22 de janeiro de 2019 e a cerimônia ocorre em 24 de fevereiro. A premiação será transmitida em mais de 225 países de todo o mundo. Confira abaixo a lista completa dos filmes que disputam uma vaga entre os longa estrangeiros.

Afeganistão: Rona Azim’s Mother, de Jamshid Mahmoudi

África do Sul: Sew the Winter to My Skin, de Jahmil X.T. Qubeka

Alemanha: Never Look Away, de Florian Henckel von Donnersmarck

AlgériaUntil the End of Time, de Yasmine Chouikh

Argentina: El Ángel, de Luis Ortega

Armênia: Spitak, de Alexander Kott

Austrália: Jirga, de Benjamin Gilmour

Áustria: A Valsa de Waldheim, de Ruth Beckermann

Bangladesh: No Bed of Roses, de Mostofa Sarwar Farooki

Bielorrússia: Crystal Swan, Darya Zhuk

Bélgica: Girl, de Lukas Dhont

Bolívia: Muralla, de Rodrigo “Gory” Patiño

Bósnia e Herzegovina: Never Leave Me, de Aida Begić

Brasil: O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues

Bulgária: Omnipresent, de Ilian Djevelekov

Cambodja: Graves without a Name, de Rithy Panh

Canadá: Cão de Guarda, de Sophie Dupuis

Cazaquistão: Ayka, de Sergey Dvortsevoy

Cingapura: Buffalo Boys, de Mike Wiluan

Chile: E de Repente o Amanhecer, de Silvio Caiozzi

China: Hidden Man, de Jiang Wen

Colômbia: Pájaros de Verano, de Cristina Gallego e Ciro Guerra

Coréia do Sul: Em Chamas, de Lee Chang-dong

Costa Rica: Medea, de Alexandra Latishev

Croácia: The Eighth Commissioner, de Ivan Salaj

Dinamarca: A Culpa, de Gustav Möller

Equador: A Son of Man, de Jamaicanoproblem

Eslováquia: The Interpreter, de Martin Šulík

Eslovênia: Ivan, de Janez Burger

Espanha: Campeones, de Javier Fesser

Egito: Yomeddine, de A.B. Shawky

Estônia: Take It or Leave It, de Liina Trishkina-Vanhatalo

Filipinas: Signal Rock, de Chito S. Roño

Finlândia: Eutanásia, de Teemu Nikki

França: Memórias da Dor, de Emmanuel Finkiel

Georgia: Namme, de Zaza Khalvashi

Grécia: Polyxeni, de Dora Masklavanou

Holanda: The Resistance Banker, de Joram Lürsen

Hong Kong: Operation Red Sea, de Dante Lam

Hungária: Sunset, de László Nemes

Iêmen: 10 Days before the Wedding, de Amr Gamal

Islândia: Woman at War, Benedikt Erlingsson

Índia: Village Rockstars, de Rima Das

Indonesia: Marlina, Assassina em Quatro Atos, de Mouly Surya

Irã: Sem Data, Sem Assinatura, de Vahid Jalilvand

Iraque: The Journey, de Mohamed Jabarah Al-Daradji

Israel: O Confeiteiro, de Ofir Raul Graizer

Itália: Dogman, de Matteo Garrone

Japão: Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda

Kosovo: Romance a Três, de Blerta Zeqiri

Latvia: To Be Continued, de Ivars Seleckis

Líbano: Capernaum, de Nadine Labaki

Lituânia: Wonderful Losers: A Different World, de Arunas Matelis

Luxemburgo: Gutland, de Govinda Van Maele

Macedônia: Secret Ingredient, de Gjorce Stavreski

Malawi: The Road to Sunrise, de Shemu Joyah

México: Roma, de Alfonso Cuarón

Montenegro: Iskra, de Gojko Berkuljan

Marrocos: Burnout, de Nour-Eddine Lakhmari

Nepal: Panchayat, de Shivam Adhikari

Nova Zelândia: Yellow Is Forbidden, de Pietra Brettkelly

Nigéria: A Aliança, de Rahmatou Keïta

Noruega: What Will People Say, de Iram Haq

Paquistão: Cake, de Asim Abbasi

Palestina: Caçando Fantasmas, de Raed Andoni

Panamá: Ruben Blades Is Not My Name, de Abner Benaim

Paraguai: As Herdeiras, de Marcelo Martinessi

Peru: Eternity, de Oscar Catacora

Polônia: Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski

Portugal: Peregrinação, de João Botelho

Quênia: Supa Modo, de Likarion Wainaina

Reino Unido: I Am Not a Witch, de Rungano Nyoni

República Dominicana: Cocote, de Nelson Carlo De Los Santos Arias

República Tcheca: Winter Flies, de Olmo Omerzu

Romênia: I Do Not Care If We Go Down in History as Barbarians, de Radu Jude

Rússia: Sobibor, de Konstantin Khabensky

Sérvia: Offenders, de Dejan Zecevic

Suécia: Border, de Ali Abbasi

Suíça: Eldorado, de Markus Imhoof

Taiwan: The Great Buddha+, de Hsin-Yao Huang

Tailândia: Malila, de Anucha Boonyawatana

Tunísia:  Beauty and the Dogs, de Kaouther Ben Hania

Turquia: The Wild Pear Tree, de Nuri Bilge Ceylan

Ucrânia: Donbass, de Sergei Loznitsa

Uruguai: Uma noite de 12 anos, de Álvaro Brechner

Venezuela: A Família, de Gustavo Rondón Córdova

Vietnã: The Tailor, de Buu Loc Tran e Kay Nguyen

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