Operação Pharmacus encontra remédios de carga roubada em 47 empresas de MS

Após detectar a presença de um lote de medicamentos roubados em circulação pelas farmácias e distribuidoras de Campo Grande e no interior de MS, a Polícia Civil desencadeou na última quinta (18) e sexta-feira (19) a “Operação Pharmacus”. Foram apreendidas 1.040 caixas do medicamento Selozok 50mg, usado em pacientes com hipertensão, em 45 farmácias vistoriadas na Capital e 2 distribuidoras.

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Selozok furtado era vendido em farmácias da Capital. Foto: Luana Campos

A polícia verificou que a distribuidora MedCardin vendia o medicamento a um preço muito abaixo da tabela oferecendo descontos de até 17%. “O que se verificou é que a distribuidora estava atropelando a cadeia de rastreabilidade que prevê que distribuidoras só podem comprar diretamente das indústrias”, explica a chefe de fiscalização de medicamentos da Vigilância Sanitária, Renata Rodrigues.

Parte do lote 35650, aproximadamente 53 mil caixas de Selozok, avaliada em R$1,5 milhões, havia sido roubada em janeiro deste ano na cidade de Pouso Alegre (MG). O medicamento de uso contínuo e prolongado seria destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS) do estado de Minas.

A carga veio do Espírito Santo e entrou no Estado por meio da MedCardin que a repassou para a distribuidora São Bento e para diversas farmácias do centro e dos bairros de Campo Grande.

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Reações de Consumo (Decon) verificou no entanto que os consumidores finais não foram prejudicados e que o medicamento não representa nenhum risco a saúde.”Não foram encontrados medicamentos vencidos, corrompidos ou fraudados, eles estavam corretamente armazenados e são autênticos do laboratório Astrazeneca”, tranquiliza o delegado da Decon, Elton Galindo.

A delegada Ana Cláudia Medina, da Delegacia Especializa de Combate ao Crime Organizado (Deco), afirma que as investigações prosseguirão e que o número de apreensões pode subir. “Vamos verificar passo a passo a responsabilidade de proprietários, farmacêuticos responsáveis técnicos e gerentes”, afirma Medina e completa que os envolvidos responderão pelos crimes de receptação culposa e dolosa.

Luana Campos

 

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