Operação Nevada: PF prende irmãos apontados como líderes de organização criminosa

Três irmãos de Campo Grande são apontados como líderes de uma organização criminosa especializa em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Eles foram presos na manhã desta quinta-feira (09), durante a Operação Nevada, desencadeada pela Polícia Federal. Durante todo o dia, serão cumpridos 20 Mandados de prisão preventiva; 7 mandados de condução coercitiva; 31 mandados de busca e apreensão, além de 47 Mandados de sequestro de veículos nos municípios de Campo Grande, Bonito e Bodoquena, Rondonópolis, São Paulo, Guarulhos, Suzano, São Bernardo e Guarujá, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Delegados durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (09). Foto: Kerolyn Araújo
Delegados durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (09). Foto: Kerolyn Araújo

Segundo informações do delegado Fabrício Martins Rocha, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Fabrício Martins Rocha, além dos três irmãos que não tiveram as identidades reveladas, outras duas pessoas fazem parte da quadrilha como ‘chefes’. “Dois dos irmãos foram presos em Campo Grande e outro em São Paulo. Eles eram responsáveis por buscarem cocaína na Bolívia. Um outro envolvido na organização, preso em Campo Grande, era o financeiro e realizava a lavagem de dinheiro. Já o quinto envolvido foi preso em São Paulo. Ele era o principal comprador da droga”, explicou.

A organização criminosa estava sendo investigada há 23 meses e teve início após a Polícia Federal desconfiar da procedência da vida de luxo que os envolvidos no crime estavam levando. “O testa-de-ferro da quadrilha era dono de uma empresa de compra e venda de carros em Campo Grande. Ele usava a empresa para lavar dinheiro e, em depoimento, disse que a sua renda anual era de R$ 60 mil, porém vivia em casa de alto padrão e andava em carros luxuosos, o que não condizia com o que era declarado no imposto de renda”, ressaltou. Ainda segundo o delegado, de 2010 a 2014, o ‘testa-de-ferro’ movimentou mais de 14 milhões em três contas bancárias que tinha.

Foto: Divulgação/ PF
Foto: Divulgação/ PF

De acordo com Cleo Mazzotti, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, durante as investigações a polícia apreendeu mais de US$ 2 mil dólares em dinheiro e 778 quilos de cocaína. Hoje, durante os cumprimentos de mandados, foram apreendidos joias, mais de 30 carros de luxos e caminhões, R$ 25 mil reais em dinheiro e armas de uso restrito.

Ação da quadrilha

A cocaína era comprada na Bolívia e levada de avião para propriedades rurais de Porto Murtinho, de onde era lançada pela aeronave. Outros membros da quadrilha transportavam a droga de carro de passeio e caminhão para depósitos secretos nas cidades de Bonito e Bodoquena. De lá, os bandidos negociavam com o comprador de São Paulo. A droga também era levada para cidades do Mato Grosso.

O testa-de-ferro usava o dinheiro da venda droga e investia em casas e carros luxuosos. Depois, ele vendia os imóveis e os veículos e não levantava suspeita da procedência do dinheiro. Segundo Mazzoti, ele chegou a comprar dois carros por R$ 600 mil cada à vista.
Ainda segundo informações da Polícia Federal, a quadrilha agia há aproximadamente cinco anos.

Ainda não há informações se todos os mandados foram cumpridos.
Os membros da quadrilha responderão por organização criminosa, tráfico de drogas, uso de armas restritas e lavagem de dinheiro.

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