Operação do Gaeco contra Agepen deve ser apurada e não leva preocupação a diretor

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) realizou na manhã desta sexta-feira (26), a Operação Girve, deflagrada para investigar acusações contra praticamente toda a direção da Agepen MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) em falhas ou crimes dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul, em especial irregularidades em curso que tinha nome e também denominou a ação do Grupo do MPE-MS (Ministério Público Estadual).

O diretor-presidente da Agepen, Airton Stropa, nega irregularidade e se diz muito tranquilo quanto toda e qualquer apuração ante ao que o Gaeco mirou e investiga irregularidades durante a realização do GIRVE (Curso de treinamento para intervenção rápida, contenção, vigilância e escolta do sistema penitenciário). O curso foi realizado em abril de 2016 na Capital.  A operação teve como alvo os titulares da Agência: Stropa; do diretor Gilson de Assis Martins, da DAP (Diretoria de Assistência Penitenciária); da chefia de Mauro Levermann, da DEP (Divisão de Estabelecimentos Penais); Reginaldo Régis do DOP (Diretoria de Operações) e a Chefia de Divisão de Trabalho, de Rossandro Ramalho.

A ação apreendeu os celulares do presidente da agência, e dos outros diretores. Na residência de um deles, foi apreendido R$ 90 mil em dinheiro. Os mandados de busa e apreensão foram cumpridos nas residências dos investigados, localizadas em Aquidauana, Dourados e Campo Grande, e na sede de trabalho da Agepen na Capital.

O governo do Estado divulgou nota, nesta tarde, informando que abriu investigação paralela para apurar os fatos investigados pelo MPE-MS. Assinado pela Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Público), o documento, diz que se “instaurou procedimento administrativo para apuração de eventuais ilícitos e/ou irregularidades no âmbito da Agepen, sem prejuízo dos desdobramentos judiciais”. Ainda de acordo com a nota, o Governo considera importante e respalda a ação do Gaeco, e “reafirma, também, a adoção de todas as ferramentas de fiscalização, combate à corrupção e ações de transparência, para fiel cumprimento das leis e respeito à sociedade.”

Presidente não vê problemas

O diretor-presidente da Agência, desde abril de 2015, Stropa, que é advogado e juiz aposentado. “Vimos a ação com muita satisfação, é uma forma de esclarecer todo e qualquer problema. Tenho uma vida, uma carreira e uma família para honrar. Sempre fui uma pessoa honesta. Como já disse a outros jornalistas, e vou repetir a todos, ‘meu salário, dinheiro transita em contas bancárias. Que se mande apurar, ou mesmo vamos mexer em tudo, doa a quem doer”, disse.

Já sobre sua possível saída do comando, ele avaliou que não sai e que aguardará o que seu chefe decidir. “Sobre afastamento dos investigados, que inclui outros diretores da Agepen, é uma decisão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Certamente, o governador vai avaliar se é conveniente ou não a minha permanência. Eu fico tranquilo”, comentou.

Operações

As ordens para busca e apreensão são do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, o Carlos Alberto Garcete de Almeida. São investigados os crimes de peculato, falsidade documental e corrupção.

Com malotes, as equipes do Gaeco deixaram a Agepen, no bairro Coronel Antonino, ao meio dia. Parte do trabalho foi acompanhado pela promotora Cristiane Mourão, coordenadora do Gaeco.

Na última segunda-feira (23), o sistema Penitenciário já havia sido alvo de inicio de outra investigação, então pela Polícia Federal, pela “Operação Xadrez”, que cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, um de condução coercitiva e nove de prisão temporária.

A ação foi resultado de uma investigação por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção, peculato e falsidade documental em Corumbá, localizada a 419 quilômetros de Campo Grande.

A Xadrez levou presos os diretores dos presídios de regime fechado e aberto. Além de um vereador da Cidade Branca.

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