Operação do Gaeco afasta três vereadores por diárias irregulares

A Operação Viagem, deflagrada nesta quarta-feira (6) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), afastou os vereadores Wilson da Silva (PMDB), Antônio Ari Bastos (PSD) e Celso Alves dos Santos o Celsinho (PR), presidente, ex-presidente e vice-presidente da Câmara de Anaurilândia, distante 366 quilômetros de Campo Grande.

Integrantes do Gaeco fazem buscas na Câmara de Anaurilândia (Foto: Divulgação/MPMS)
Integrantes do Gaeco fazem buscas na Câmara de Anaurilândia (Foto: Divulgação/MPMS)

O promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki ajuizou as ações pela prática de peculato e associação criminosa, envolvendo os vereadores por irregularidades no pagamento e pedido de diárias pagas, entre 2013 e 2015, formulados por todos os vereadores durante a atual legislatura, que consistiram em requerimentos de diárias sem comprovantes; utilização de comprovantes falsos – certidões sem assinatura ou negadas pelo suposto emitente, participação de eventos negada pelos próprios organizadores; percepção de diárias para participação de eventos político-partidários, o que justificou o ajuizamento de três denúncias de peculato, as quais já foram recebidas pelo Poder Judiciário. O valor desviado chega a R$ 46 mil.

Desde o início da manhã, buscas estão sendo feitas na sede da Câmara e na residência doss três vereadores.

Conforme o site Jornal da Nova, de Nova Andradina, Câmara de Anaurilândia pagou indevidamente pelas sessões extraordinárias, pelo menos R$ 46.687,50 aos vereadores da atual e da legislatura anterior no período de 2006 a 2013.

A investigação do MPE apurou que na legislatura de 2005 a 2008 houve pagamento indevido de R$ 750,00 a cada vereador, pela participação em uma sessão extraordinária, totalizando R$ 6.750.

Já na legislatura de 2009 a 2012 foram pagos indevidamente R$ 3.437,50 pela participação em cinco sessões extraordinárias, totalizando R$ 30.937,50. Já no período de 2013 a 2016 houve o pagamento de R$ 1.000,00 aos atuais vereadores, totalizando mais R$ 9 mil pagos indevidamente.

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