Operação da PF mira quadrilha especializada em tráfico por meio de navios

Agências

De acordo com os investigadores, o grupo criminoso envia drogas para a Europa por meio de contêineres transportados em navios (Daniel Berehulak/Getty Images/VEJA)

A Polícia Federal cumpre 15 mandados de prisão preventiva na manhã desta segunda-feira com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas que utilizava navios de carga para cometer o crime.

Segundo a PF, para cumprir os mandados da ação batizada de Antigoon, aproximadamente 100 policiais federais estão nas ruas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. A investigação que deu origem à operação começou a cerca de um ano e teve apoio da Receita Federal. De acordo com os investigadores, o grupo criminoso envia drogas para a Europa por meio de contêineres transportados em navios.

Ao longo da apuração, a PF apreendeu cerca de quatro toneladas de cocaína em portos brasileiros e em outros países. No exterior, como resultado da investigação, foram apreendidas cargas de drogas nos portos de Antuérpia (Bélgica); Gioia Tauro (Itália) e Valência (Espanha).

As apreensões no exterior foram possíveis por meio da utilização dos institutos de cooperação policial internacional. “Tal cooperação deu-se através dos Adidos Policiais da PF no exterior, bem como dos representantes das polícias estrangeiras que atuam no Brasil”, diz a PF.

O nome dado a ação, diz a PF,é uma referência a uma lenda sobre a origem do nome da cidade de Antuérpia, principal destino da droga na Europa. Segundo a lenda, um gigante chamado Antigoon cobrava valores de quem atravessasse o rio Escalda e cortava uma das mãos daqueles que se recusassem a pagar. “Antigoon foi morto por um jovem chamado Brabo, que cortou a mão do próprio gigante e atirou-a ao rio. Daí o nome Antwerpen; do holandês hand (mão) e wearpan (arremessar)”, explica a PF.

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