ONU classifica veto imposto por Trump como uma ação ‘ilegal e mesquinha’

A Organização das Nações Unidas (ONU) considerou a restrição na entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos Estados Unidos como uma ação “mesquinha e ilegal” do ponto de vista dos direitos humanos, segundo o jornal britânico “The Independent”.

Manifestantes protestam em Seattle contra decreto do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre imigração, no domingo (29) (Foto: David Ryder/ Reuters)

“Discriminação apenas sobre a nacionalidade é proibida pela lei de direitos humanos. A proibição dos EUA também é mesquinha e desperdiça os recursos necessários para uma luta contra o terrorismo apropriada”, afirmou, nesta segunda-feira (30), Zeid Ra’ad al Hussein, alto representante da ONU para os Direitos Humanos.

A medida, que é válida por 90 dias, atinge pessoas nascidas em sete países: Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, Líbia e Somália. Trump também suspendeu o programa de recepção de refugiados durante pelo menos 120 dias, enquanto as autoridades definem o futuro sistema de verificação de vistos.

A restrição também foi alvo de críticas de representantes do Reino Unido, Alemanha, Indonésia e Irã. O Iraque aprovou a aplicação do princípio de reciprocidade para os cidadãos americanos.

Na Alemanha, que recebeu muitas pessoas fugindo da guerra civil da Síria, a chanceler Angela Merkel disse que a luta global contra o terrorismo não é desculpa para as medidas e “não justifica colocar pessoas de um passado ou de uma fé específicos sob suspeita geral”, disse seu porta-voz.

A Comissão Europeia afirmou nesta segunda que se assegurará de que os cidadãos europeus não sejam vítimas das medidas impostas por Trump. “Nossos advogados estão em contato com nossos sócios da UE e claro que nos asseguraremos de que não seja aplicado nenhum tipo de discriminação a nossos cidadãos”, afirmou o porta-voz do executivo comunitário, Margaritis Schinas.

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