Olarte afirma estar tranquilo com Processante e não acredita em afastamento

O prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) alegou que ficou surpreso com a abertura da Comissão Processante, mas afirma que o lado positivo é que poderá provar a sua inocência perante a sociedade. Em coletiva na tarde desta quinta-feira (13), ele voltou a afirmar que não há fundamentação no processo aberto pelo MPE (Ministério Público Estadual) e que não há motivo para afastá-lo.

Prefeito durante coletiva na tarde desta quinta-feira Foto Paulo Francis
Prefeito durante coletiva na tarde desta quinta-feira Foto Paulo Francis

“Quem não deve, não teme”, disse. “Eu não esperava por isso, mas estou vendo pelo lado positivo porque vou provar minha inocência”, emendou

Olarte reforça que buscará provar sua inocência, mostrar todas a provas e provar que existe um cunho politico por traz dessas denuncias. “Existem testemunhos e gravações que não foram anexados no processo que ajudarão a provar minha inocência. Nós temos certeza da nossa lisura, do nosso trabalho, sempre com dedicação, tivemos uma vida limpa. Já procuraram nos devassar de todas as formas e não tem nada, quando não tem procura-se criar”, relata o chefe do Executivo. 

O prefeito afirma que não é contra a Comissão Processante instalada para para investigá-lo, mas conta ter conversado com a base aliada deixando-a à vontade para aprovar a medida.

PPROCESSANTE

A Comissão Processante aberta nesta quinta-feira tem o prazo de 90 dias para concluir os trabalhos. Fazem parte da Comissão os vereadores Professor João Rocha (PSDB) como presidente, Paulo Siufi (PMDB) – relator, e Chiquinho Telles (PSD), que vão investigar corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O presidente da Processante deve iniciar os trabalhos dentro de cinco dias, notificando o prefeito para que, no prazo de 10 dias, apresente defesa prévia por escrito, indique provas que pretende produzir e relacione o máximo de 10 testemunhas.

Passado o prazo para defesa, a Comissão deve emitir um parecer dentro de cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia, o qual, neste caso, será submetido ao Plenário.

Se a Comissão opinar pelo prosseguimento, o início das instruções determinará os atos, diligências e audiências necessárias para depoimento de Olarte e testemunhas. Concluída a instrução, será aberta

A vista do processo ao prefeito, para razões escritas no prazo de cinco dias e a comissão emitirá um parecer final, pela procedência ou improcedência da acusação e solicitará ao presidente da Câmara a convocação de sessão para julgamento.

No julgamento, serão lidas peças requeridas por vereadores ou por Olarte e, em seguida, quem desejar poderá se manifestar verbalmente pelo máximo de 15 minutos cada. Depois, o denunciado ou seu procurador terá o prazo de até duas horas para apresentar defesa oral.

Depois da defesa serão realizadas votações nominais. O prefeito será considerado afastado definitivamente do cargo se for declarado pelo voto de pelo menos dois terços dos integrantes da Câmara. Se o resultado for absolutório, o presidente determinará o arquivamento do processo.

Concluído o julgamento, o presidente da Câmara proclamará o resultado e será lavrado ata. Em caso de condenação, será expedido o decreto legislativo de cassação do mandato do prefeito. Em qualquer caso, a Justiça Eleitoral será comunicada do resultado.

BASE

Atualmente, o prefeito conta com maioria para impedir a cassação do mandato. Ele conta com o apoio de 18 dos 29 vereadores: Mário Cesar, Edil Albuquerque, Vanderlei Cabeludo, Loester Nunes, Magali Picarelli e Paulo Siufi, do PMDB; Chiquinho Telles, Ademar Vieira Junior, o Coringa, e Delei Pinheiro, do PSD; Flávio Cesar (PTdoB); Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PP); Gilmar da Cruz (PRB); Airton Saraiva (DEM); Francisco Luís Saci (PRTB); Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB); João Rocha (PSDB), Edson Shimabukuro (PTB) e Herculano Borges (SD).

Paulo Francis com Jackson Nogueira

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