Oito envolvidos em milícia tem prisão preventiva decretada

O Juiz Marcelo Ivo de Oliveira da 7º Vara Criminal de Mato Grosso do Sul converteu nesta terça-feira (15) a prisão temporária em preventiva para oito pessoas presas por suspeita de integrarem um grupo criminoso do jogo do bicho em Campo Grande. A decisão vale para os policiais civis Elvis Elir Camargo Lima, o Frederico Maldonado Arruda, os guardas municipais Igor Cunha de Souza, Rafael Carmo Peixoto Ribeiro e Eronaldo Vieira da Silva; o policial federal Everaldo Monteiro de Assis, o motorista Euzébio de Jesus Araújo e o treinador de cavalos Luis Fernando da Fonseca.

De acordo com o Gaeco, o grupo seria comandado pelos empresários Jamil Name e Jamil Name Filho presos na Operação Omertá.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apresentou mais uma denúncia contra Jamil Name, Jamil Name Filho e outras dezenove pessoas suspeitas de integrar o grupo criminoso e que seria responsável por organizar e executar assassinatos em Campo Grande.

A nova denúncia atribui a eles crimes como: integrar organização criminosa armada, corrupção ativa de agentes públicos, milícia privada, tráfico de armas de fogo e extorsão.

As investigações do Ministério Público mostram que os dois pagavam propinas a guardas municipais, policiais civis e a um policial federal para que eles garantissem o êxito das atividades ilícitas do grupo e realizassem serviços de interesse da organização, como transporte de armamentos, arrecadação e transporte de altas somas de dinheiro proveniente de jogo do bicho, planejamento e execução de assassinatos.

A denúncia ainda não foi analisada pela 4º Vara Criminal. Jamil Name e Jamil filho já foram denunciados por obstrução de Justiça e por crimes contra o sistema nacional de armas. A defesa nega qualquer envolvimento dos clientes em atividades ilícitas.

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