Oficializado nome de empresário morto por PRF e que legitima defesa será investigada

Lúcio Borges

Adriano Correia do Nascimento (Foto: Reprodução/ Facebook)

A polícia oficializou que o empresário, dono do Sushi Express, em Campo Grande, Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, é mesmo o homem que foi morto no inicio da manhã deste sábado (31). O jovem morreu após um policial rodoviário federal – ainda não revelado nome, apesar de fora de serviço – o acertar com diversos tiros dentro de seu veiculo em movimento na Avenida Ernesto Geisel, sentido centro bairro, em frente ao Horto Florestal. O delegado Enilton Pires Zalla, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Centro, ratificou como o Página Brazil havia divulgado, que à princípio, o que houve foi de fato um desentendimento de trânsito, mas que tomou a proporção que levou as vias de fato com a consequência da violência fatal.

O delegado, no entanto, aponta que o policial rodoviário contou que tentou fazer uma abordagem à camionete Hilux, que Adriano conduzia, e o mesmo teria jogado veiculo em cima dele. “Ele alega legítima defesa. Não sei dizer a razão dos disparos, por isso vou à Santa Casa ouvir os outros dois passageiros da camionete. E verificar que o PRF disse que chegou a pedir reforço ligando no 190, por isso a polícia chegou com rapidez ao local. Essas informações serão confirmadas para que realmente possamos entender o que houve”, afirma Zalla, que ratificou ainda que com as vitimas dos tiros, não havia nenhuma arma de fogo.

A ocorrência que levou a morte do jovem empresário, terminou na Avenida Ernesto Geisel, logo após a Rua 26 de Agosto, onde a camionete ainda quase caiu dentro do córrego, sendo barrada por um poste energia elétrica que ficou destruído, bem como a frente do veículo. O delegado mencionou, que já anterior, mas próximo ao termino do local da confusão, a polícia encontrou sete projéteis deflagrados. “As cápsulas estavam entre a Rua João Rosa Pires e a 26 de Agosto, o que indica que o policial já vinha disparando a uma longa distância. A polícia não encontrou nenhuma arma com as vítimas”, disse o delegado.

Fotos: Lúcio Borges

O testemunho de uma mulher, que pediu para não ser identificada, que participava do velório de um jovem também morto pela polícia, ouviu cinco disparos e o barulho da batida. “O homem – que falaram que é policial – estava metade com roupa que parecia fardado e com a arma em punho. O policial estava nervoso e um rapaz ferido gritava, desesperado, que ele tinha ‘matado o Adriano’ “, relatou a senhora, como o Página Brazil também havia mencionado na primeira reportagem.

Fato

O policial conduzia uma Mitsubishi Pajero e efetuou disparos contra uma Hilux. Adriano, que conduzia a camionete, foi atingido, perdeu o controle da direção e o veículo derrubou um poste de iluminação pública.

Adriano morreu no local. Ele foi atingido por dois tiros no peito, um na lateral, próximo a costela e outro no braço. O outro ocupante da caminhonete foi baleado na perna e uma terceira pessoa sofreu fratura pelo acidente. As vítimas foram levadas para a Santa Casa.

O autor dos disparos, segundo o delegado, saiu do local direto para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário ) do Centro, onde deve prestar esclarecimentos.

Um oficial da PRF (Polícia Rodoviária Federal) esteve no local, mas não quis dar entrevista. A assessoria de imprensa da polícia não atendeu às ligações da reportagem.

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