Odilon defende reforma política para que candidaturas não sejam apenas projetos de poder

Prestes a enfrentar o dia de votação que vai definir o futuro da gestão de Mato Grosso do Sul, o candidato ao governo do Estado pelo PDT, juiz Odilon de Oliveira, deixou claro que não tem um projeto de poder para o Executivo, mas um plano de governo para um futuro limpo para os sul-mato-grossenses.

A declaração foi feita por Odilon em entrevista à rádio Atalaia FM, na manhã desta quinta-feira, 04, quando o pedetista defendeu a discussão e aprovação de uma reforma política que permita, inclusive, mudanças nas regras para exercício de mandato e para uma possível reeleição. “Eu sou a favor que haja uma reforma política no Brasil, incluindo um estudo aprofundado em relação à reeleição”, citou.

“Poderia se aumentar o mandato para cinco anos e não se ter a reeleição. Mas isso tem de ser objeto de um estudo muito profundo e uma discussão ampla com toda a sociedade. A população tem que participar desse tipo de debate”, defendeu Odilon, elencando um exemplo de possível mudança na lei.

O candidato do PDT fez ainda uma análise das regras para a campanha e citou a necessidade de se buscar maneiras para garantir que todos os candidatos tenham as mesmas chances de participação no pleito e de eleição. “A legislação eleitoral, por exemplo, prejudica quem não tem dinheiro. O candidato ao governo que tem dinheiro pode se autofinanciar e gastar em torno de R$ 5 milhões. Mas, um candidato como eu, que faço uma campanha do tostão contra o milhão, e até bilhões. Só tenho o dinheiro da minha aposentadoria e do fundo partidário”.

A tolerância zero à corrupção e o combate às práticas como a cobrança de propina e enriquecimento ilícito por parte dos agentes públicos estão entre os maiores compromissos de Odilon com a população do Estado. “A política tem de ser arte de transformar a vida das pessoas e não do bolso do político”, resume o pedetista, toda vez que tem a chance de conversar com os cidadãos, de todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

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