Obesidade é doença e políticas públicas para tratamento precisam de atenção, defende especialista

Nádia Nicolau

O último 11 de outubro foi marcado pela lembrança do Dia Mundial da Obesidade. Uma data específica que reforça a conscientização e a importância dos cuidados com a saúde no quesito alimentação. Para falar sobre esse assunto, o gastroenterologista e cirurgião James Câmara de Andrade participou do Tribuna Livre desta quinta-feira (17).

“A obesidade não vem sozinha e não existe gordinho saudável”, disse o especialista. Ele também apresentou dados preocupantes. Atenção a esses dados: 427 mil crianças terão pré-diabetes, 1 milhão terá hipertensão arterial, 150 mil terão diabetes tipo 2 e 1,4 milhão terá esteatose hepática não alcoólica em estágio 1. Isso tudo é a projeção para 2025, baseada em registros recentes do Ministério da Saúde.

Em relação à obesidade em crianças, o gastroenterologista apontou que o sedentarismo presenta na vida deles é uma das causas do ganho de peso excessivo. O médico alertou que, se medidas emergenciais não forem tomadas para o controle dessa doença, “11,3 milhões de crianças no país estarão com excesso de peso. A obesidade coloca a saúde das crianças em perigo imediato”.

Na avaliação de Dr. James, esse cenário poderia ser diferente se houvesse políticas públicas direcionadas especificamente para esse problema. Nas palavras dele falta “visão de gerenciamento de saúde”.

A obesidade, conforme explicou o especialista, possibilita o surgimento de neoplasia (câncer), principalmente em pessoas que costumam ingerir álcool. Além de causar inúmeros malefícios, a qualidade de vida dos indivíduos fica completamente comprometida.

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